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domingo, 26 de julho de 2009

Relatório de viagem - Senegal - Mali - Burkina





Relatório de viagem – Senegal – Mali e Burkina
Saída Dakar 07-07-09 chegada Ouagadougou 21-07-09


`` Estes sinais acompanharão os que crerem`` ... Marcos 16 :17

Duas semanas de viagem pelo sahel africano foi o suficiente para limparem meus olhos e levantar todas as minhas convicçoes arrespeito do chamado de Deus para trabalhar entre os fulanis, os sinais acompanharam a nossa fé digo nosso pois sem o auxilio dos amados seria impossivel chegar em Burkina Faso. Gostaria de dividir a viagem e resumi neste e-mail afim de mantê-los informados do que Deus fez e agiu atravéz de nosssa orações.

1- Saída do Senegal
Antes de começar-mos nossa jornada de retorno a Burkina Faso, precisavamos de um visto do saída do Senegal para podermos entrar no Mali. Quando chegamos na polícia e pedimos informação do proscesso de saída do país o guarda disse que nosso passaport estava como visto falsificado e que a permissão que tinhamos de um ano no Senegal a qual conseguimos junto com as igrejas de Casamance eram falsificados e que iria para a prisão se não conseguisse provar o contrário, rapidamente liguei para o lider da missão das Assembleia de Deus de Fortaleza e o Ev. Eduardo resolveu o problema com a polícia dizendo que o erro foi da prefeitura e não da missão. Graças a Deus que pela parte da tarde já estavamos com o carimbo de saída em nossos passaportes. Essa foi a primeira intervenção divina desta viagem. Próximo passo foi pegar o visto para o Mali país visinho do Senegal e continuar a estrada de dois dias de viagem. Caso a gente não tenha nenhum problema com o onibus que geralmente fica no prego durante longas viagens, a alimentação foi feita nas paradas geralmente comíamos carne de ovelha (muito comum aqui), pão, ovos cozidos, amedoim e o que encontrávamos de comestível pela frente. Os banhos foram tomados com a ajuda do lenço umidecido para criança usado em bebês são estes lenços que tiram a poeira e onde não tem água, servem para aliviar o corpo depois de horas sentado. No onibus cabe tudo que o cidadão troucer, dai os irmãos tiram uma idéia do cheiro do ambiente, em cima foram nossas quatro malas contendo nossos livros, roupas, panelas, etc...
Dentro do onibus encontramos um mauritaniano que foi na frente ele me viu lendo um livro e se interessou para conversar, logo ele declarou com muito orgulho que em seu país não existiam crentes e só os brancos eram cristãos ali pois eles todos eram mulçumanos, falei para ele que éramos crentes e que existia gente lá mais ele não connhecia. Orei para o Senhor está guardando aquela conversa e que possa ter ficado algo de semente no seu coração.

2- Chegada ao Mali e ida a Tenenku

Chegamos na primeira cidade do Mali fronteira com o Senegal e já fomos recebidos com uma tempestade de areia com chuva logo após, tinhamos armado nossa tenda para descansarmos um pouco já que de noite o onibus não anda por causa de roubo e animais na pista, quando estavamos deitados um vento veio com areia só para nos dizer bem vindos ao deserto, saímos correndo para dentro do onibus uma hora da madrugada sem saber onde sentar-mos pois os africanos conhecedores ja haviam se instalados nas cadeiras que agora estavam cheias de terra. Nossa noite que pensavamos dormir e descansar foi por água abaixo pois tivemos que ficar no onibus ate de manhã quando foram revistar nossas malas para liberarem a viagem ate a capital, muitas senhoras fazem compras no senegal e levam para venderem no Mali por isso a polícia e bem rigorosa no controle de mercadoria. Viajamos mais um dia até a capital Bamako, e com gostinho de areia na boca chegamos a essa nação composta por vários povos e nescessitada do amor de Jesus.

Ficamos na casa de uma missionária batista onde descansamos e no outro dia seguimos para o vilarejo de Tenenku onde Sérgio e esposa trabalham entre os fulanis Masina. Esse casal fez a escola de missões comigo em Monte Verde e como estão trabalhando com o povo que estou alcançando valeu apena visitá-los para ver como o Senhor Jesus está trabalhando ali através de seus servos. Tenenku é marcada pelas águas de um represa que são abertas durante o período de chuvas, a maioria dos fulanis ali juntamente com os Bozôs (povo nao alcançado) vivem do plantio do arroz. O trabalho missionário ali é bem dificil pois são os fulanis detentores da religião mulçumana na região do Sahel, pude testemunhar ali para um senhor chamado Umaru que escutou sobre a benção de ser casado com uma só mulher e por que Deus deseja isso para o homem, aproveitei que estou recém casado e estava falando sobre o que Deus pensa para a Familia segundo Genesis cap. 1 ele nos ecutou mais só por fora pois é casado com três mulheres e de família rica, uma história bem complicada mais para os mulçumanos que desejam povoar a terra de fiéis é algo bem comum aqui.

Estivemos visitando um vilarejo de pescadores Bozôs povo não alcançado desta região do Sahel onde não existe presença de missionários nem missão, entrei com a Mércia no barco e demos uma voltinha no rio que está enchendo devido a represa e ao mesmo tempo oremos pelas pessoas que o Senhor enviará para traduzir e prega as boas novas.

Retornamos para Bamako e logo após viajamos em direção a Burkina Faso, terra a qual os amados irmãos tem coberto de orações e onde eu trabalhei durante 3 anos e meio. Desta vez a estrada estava melhor asfaltada parecendo um tapede negro de extensão até Ouagadougou o único contra-tempo foi perdermos o onibus na metade do caminho em Bobo Diolaso onde faríamos uma troca e tivemos que viajar durante a noite chegando em Ouaga, Capital de Burkina Faso, as quatro horas da manhã.

Conclusão

Tudo que viajamos não se compara como o que os antigos missionários que vieram antes de nós fizeram, temos orado e nos colocado na brecha por cada nação que passamos, por que acreditamos no poder da oração. Sou grato juntamente com minha esposa pelo apoio que temos recebido da nossa Secretaria de Missões de Icoaraci, juntamente como cada irmão que ora na sua casa diante de Deus pela vida do Missionário Cristiano e Familia. Minha vitória aqui é a dos irmãos ai em nome de Jesus.
Estamos bem e procurando casa para alugar, ore para que venhamos conseguir nas proximas duas semanas. Também estamos vendo tudo para dentro a casa, orem para que a Mércia venha ter uma boa prática e continuação da língua francesa aqui, esse é nosso alvo durante o tempo aqui em Ouagadugu.

Cristiano e Mércia
sábado, 4 de julho de 2009

Deus Jurou por si mesmo - Escritor aos Hebreus


Ziguinchor – Junho de 2009

‘‘Quando Deus dez a sua promessa a Abraão, por não haver ninguém superior por quem jurar, jurou por si mesmo... é impossível que Deus minta sejamos encorajados nós , que nos refugiamos Nele para tomar posse da esperança a nós proposta.’’
Hb 6:13,17,18

Paz do Senhor Jesus esteja com cada um dos irmãos que acompanham este ministério. O texto acima é muito importante para o meu ministério desde quando ainda estava mobilizando as igrejas no Brasil e explicando a urgência de se fazer missões e terminar a grande comissão em nossa geração. Palavras como juramento, impossível, encorajador, posse e herança são coisas que só nosso Deus pode fazer para seus filhos no campo missionário. Durante anos este texto foi como águas para o deserto a qual tive que viver durante o tempo que passei no oeste africano, apesar das mentiras, enganos, possibilidades, insegurança etc... à qual os povos não alcançados vivem, Deus sempre revigorou meu coração com esta meditação em sua santa palavra.

· Carteira de motorista: Depois de mais de dois meses indo e vindo de Bourofaye para Ziguinchor e tendo que suportar todo o sistema senegalês de corrupção e suborno enfim aprouve a Deus conceder a carteira de motorista. O bom não é só saber dirigir, mas ter visto o operar de Deus em que passei da primeira vez pagando o preço justo (pois aqui tem dois preço), fiquei sabendo de um missionário que tentou várias vezes e sempre reprovavam no teste de condução só porque eles achavam que ele tinha dinheiro para pagar mais uma vez a taxa da prova. Daí vemos o quanto o nome do Senhor é glorificado quando nos submetemos ao que é correto diante de Deus e dos demais africanos que viram meu exemplo, agradeço a todos que oraram e confiaram.

· Retorno à Burkina Faso: Gostaria também de contar com vossas orações para o nosso retorno a Burkina, o tempo que passei aqui foi muito proveitoso para meu ministério. Nunca esquecerei do Senegal e seus desafios. O motivo do meu retorno é não ter se encaixado na forma que o trabalho é feito aqui no Sul do Senegal, visando ser bençaõ visando ser bença do Senegal. trabalho itoso para meu ministerio.lo, agradeço a todos que oraram e confiaram.tem dois preço), tanto para os povos como para minha igreja, resolvi retornar de onde já estava trabalhando.
Estaremos saindo de Dakar provavelmente final de Julho em direção a Bamako/Mali onde visitaremos um casal amigo nosso que trabalha com os fulanis e logo após como é caminho continuaremos para Ouagadougu/Burkina Faso, detalhe, todo o percurso será feito por terra precisamos de vossas orações para que Deus venha nos livrar na estrada e nos dê um bom retorno.

Motivos de oração:

1- Por nossos amigos e mantenedores que depositaram a confiança em nossa vida.

2- Por nossa Saúde. Graça a Deus estes 5 primeiros meses não tivemos tanto problema com a Saúde.

3- Pelo que Deus esta fazendo entre os fulanis, Coisas grandes e ocultas que nós não sabemos. E como estaremos participando deste trabalho junto a nosso Deus.

No amor aquele que jurou por si mesmos que abençoaria todos os povos da terra.

Cristiano Carneiro e Elimércia
Bradesco ag. 1020-0 C.C 9027-1
terça-feira, 30 de junho de 2009

Missoes , Empresas e Serviço Missionario


Estive recentemente refletindo sobre missoes, empresas e serviço missioanario... o que é missçoes? É como uma empresa ? se existe semelhanças, de que maneira elas aparecem? E como as duas coisas sao diferentes ? Sera que é justo comparar missoes com empresa? Será que uma pode aprender da outra?... Tanto nas empresas quanto nas missões, existem perdas. Nas empresas, se uma atividade perde dinheiro, a empresa interrompe a atividade. Nas missões, a atividade utiliza dinheiro para alcançar homens e mulheres para cristo e para discipular o corpo de Cristo. As empresas se preocupam com as perdas; as missões com os perdidos ... As empresas e as missões têm (ambas) um critério. O critério das empresas é o dinheiro. O critério das missões é a glória de Deus - ver homens e mulheres vindo a Cristo e trazendo uma maior gloria ao todo poderoso... Precisamos pedir a Deus continuamente por ajuda e sabedoria ao refletirmos sobre projetos e financiamentos. Precisamos cuidar para não escorregarmos para o critério das empresas quando um projeto se torna mais caro do que se esperava. Ao mesmo tempo , precisamos cuidar para nao equacionarmos a disponibilidade de fundos com a vontade de Deus ... Precisamos ser bons administradores e mordomos desses recursos que sao chamados de sustento missionário... Ao olharmos para nós mesmos, as nossas missões, nossa associaçao, nossa doutrina e nossos principios e comportamentos devem se correlacionar. Devemos tomar o cuidado de nao nos tornarmos uma empresa ao fazermos a obra missionária. Ao lidarmos com os detalhes da administraçao missionária, precisamos ter o cuidado de nao ficarmos obcecados com formulários, obcecados com estatísticas, obcecados com pesquisas, obcecados com números, ao mesmo tempo em que a criatividade e a aventura do ministério da fé se desvanecem... Este é o critério das missões: Enquanto fazemos tantas outras coisas, não ha nada como a euforia que sentimos quando alguem vem a Cristo.


Dr. John Orme (tirado do livro digno de cuidado - ed. Descoberta)
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Senegal e o Pais wolof - Jamm ak Jamm




Os wolofes constituem a maior tribo do Senegal, englobando cerca de 36 % da população. Sua predominância reflete-se no fato de que de que outros 39% dos membros de todas as tribos falam wolof, idioma cada vez mais usado como língua comercial na África Ocidental.
Naturalmente, um grupo tão amplo assim apresenta grande diversidade. A sociedade wolof, assim como a de todas as tribos do Senegal, é profundamente estratificada, havendo um sistema de castas que abrange 5 classes : os nobres, os homens livres, os artesãos, os músicos e os descendentes dos antigos escravos. O Casamento entre linhas tribais dentro de uma mesma casta é bem mais freqüente do que o matrimonio entre as castas, que é muito raro. Há poligamia em cerca de 25 % das famílias.

O Islamismo entrou no século XI, mas só houve conversões em massa com as jihades (guerras santas) do séculos XIX. Conquentemente, nesse período quase todos os wolofes tornaram-se mulçumanos e perderam quase todos seus costumes religiosos tradicionais, embora sigam uma forma de islamismo ´´ popular´´.
As missões evangélicas formam uma presença muito tímida, e pode-se dizer que a maioria dos wolofes não foi apresentada a fé cristã. Eles simplesmente não a conhecem. A iniciativa mais eficaz parece ser aquela que entra trazendo educação; assistência médica e desenvolvimento da comunidade rural. Poucos wolofes se tornaram cristãos. Há uma grande necessidades de trabalhadores que conhecem que conheçam a cultura mulçumana e que possam estar evangelizando este povo.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Como escrever carta de oracao


Comunicando do Campo

Introdução

Lendo o livro de James O. frase “Chuva na Montanha”, publicado pela Missão Horizontes, fui impactado com o sucesso de seu ministério vivendo anos entre os povos do interior da China onde traduziu a Bíblia para a língua do povo e criou uma escritura que levou seu nome em homenagem aos anos de esforço de sua parte.
Ao ler “Chuva na Montanha” perguntei a mim mesmo qual foi o sucesso deste trabalho¿ e os fundamentos de um ato tão notório de criatividade e vida espiritual diante de tantos perigos em meio à solidão aguda vivida por James O. Frase¿ A resposta estava na comunicação que James tinha com seus cooperadores na Inglaterra. Papel, tinta, suor, criatividade, esforço, transformaram-se em alimento para o grupo de apoio de sua igreja.
O interessante é que na época que tudo ocorreu não havia a tecnologia de ponta que temos hoje mais as cartas passavam meses no mar até chegar aos irmãos ingleses que recebiam como lenha seca para o fogo a qual Deus começara através das informações vinda do campo missionário.
Desejo através deste artigo mostrar as bênçãos e meios que o Senhor nos conceda quando fielmente nos comunicarmos com a igreja enviadora.

1. A arte de comunicar- se por carta

Escrever torna-se um peso quando não se tem conteúdo para mostrar. A Pouca leitura e o mal desenvolvimento desta arte ‘escrever’ causa um transtorno ao canal que liga o missionário a igreja enviadora. Para completar a falta de boa comunicação hoje em dia a frase popular que diz uma imagem vale mais que mil palavras não tem sido suficiente para amenizar os gastos sem retorno por falta da comunicação. Vemos que a Bíblia não respalda tal afirmação pelo contrario toda palavra de Deus e escrita sem nenhuma imagem sendo assim devemos aceitar a escrita como uma fonte segura e ela em si mesmo já se torna um instrumento para a tarefa de comunicar se por carta.

As cartas de Paulo o grande missionário da nova aliança nos mostra isso em suas cartas doutrinarias as igrejas da Ásia menor onde havia trabalhado como missionário e agora tinha por missão escrever fortalecendo, dando seu parecer sobre assuntos diversos e sobre tudo informando sobre o avanço missionário em outras partes do mundo.

Paulo como nosso exemplo missionário sabia descrever situações, explicar seus objetivos e direcionar os irmãos para o alvo de seus empreendimentos missionários. Vale apenas lembra que ele não tinha todos os métodos de desenvolvimento e tecnologia os quais desfrutamos hoje em dia tais como: fax, telefone, internet etc...

Um bom começo para superar as dificuldades que sobrevém sobre o missionário quando o assunto é escrever carta e relatório para a igreja enviadora de inicio, seria ler as cartas de Paulo e refletir sobre a maneira e métodos ali deixados, devido o tempo e a urgência deste artigo não abordaremos tais métodos mais fica a mercê de cada um examinar e tirar as conclusões enriquecedoras desta experiência.

Quando escrevemos nossas cartas de oração devemos nos esforça para sermos claros e dinâmicos a tal ponto que os leitores sinta nossa presença na voz da pessoa que esta lendo. Para o bom comunicador a folha não e somente uma folha mais um alto falante que gritara no ouvido dos amigos de seu ministério trazendo confiança e reforço de oração. Como já descrevi se trata de uma arte, para os que têm dificuldades em escrever e não sabem por onde começar deveriam após a leitura deste artigo reconhecer essa dificuldade e escreve lá para sua agencia enviadora ou igreja local pedindo oração e não ocultando o fato dos mesmo que esperam sua iniciativa na arte de comunicar se por carta. O estado emocional do missionário e os lugares inacessíveis onde ele esta nunca devem serem usados como desculpa para a omissão na comunicação transcultural e local. Não existe um lugar tão difícil e tão rústico quanto a china na época de James O Frase e todavia ele era um excelente comunicador, não que eu queira que todos sejam James O Frase apenas seja o que Deus tem já lhe prometido ser e tudo ira bem. Em seguida deixo algumas dicas que lhe ajudaram nessa tão bela arte que se chama comunicar-se por carta.

I- Tenha sempre um bom dicionário por perto, dependendo da língua e envolvimento que você tenha tido com o campo e o povo a qual esta trabalhando seu vocabulário tende a se misturar com palavras novas e expressões vindo a ter dificuldades para escrever e comunicar se na sua própria língua.

II- Acumule fatos para sua carta e não espere para faze – lá no fim do mês , essa forma de pensar auxiliara o missionário a ter conteúdo em estoque e colhendo e guardando o que o Senhor já tem feito durante o mês. A mais de 6 anos tenho sido levado a pensar que o sucesso de minhas cartas foram graças esse recurso de acumulo de fatos durante o mês em que estou vivendo no campo, sempre quando deixei para escrever em cima da hora saia uma carta rápida medíocre e cheia de repetições que os demais amigos missionários utilizavam para mostrar forçadamente algo para suas igrejas. Fora a procrastinação de sempre esta deixando para o próximo mês e nunca escrevendo para o povo que sedento espera noticias de nosso trabalho a armadilha que o missionário cai se forma pelo pensamento de que tudo esta bem, não tenho nada de novo passando e minha igreja esta enviando o sustento mensalmente então por que escrever¿ mais na verdade esse e o pensamento da falta de coragem e preguiça que o diabo deseja que o missionário caia sempre , Deus nos livre e conceda forca para sempre termos algo em mãos ou melhor na caneta quando formos escrever.

III- Releia suas cartas antes de envia – las – existe momentos em nossa vida que estamos abatidos e triste no campo missionário e facilmente somos levados a escrever cartas onde a angustia e medo formam o esboço e sorriso de nossa carta. Para alguns e apenas um estado emocional talvez saudade ou enfermidade que levam a escreverem de forma melancólica que se estivessem em seu perfeito estado nunca colocariam as palavras da forma que escrita. Por isso vos aconselho a sempre guardar a carta e lê-la para seus companheiros de campo seja sua mulher ou filhos pois assim as idéias falsas que foram colocadas ali seriam limpas pelo bom acompanhamento de outras pessoas que estão vivendo etapas diferentes no choque transcultural ou emocional no campo de trabalho.

2 – Implicações quando se escreve de fora.

Entre vários obstáculos de uma comunicação perfeita com a igreja enviadora esta a Distancia, um oceano separa o missionário dos irmãos que lerão e receberão suas cartas. Nossa vida fora do país enviador ou cidade natal como é o caso dos missionários que estão em treinamento e muito diferente quando colocado numa folha de papel. O cheiro, Suor, sorriso, dor,vento,expressão facial não são e possível sentir se quando o representante de missões ou um irmão ler a carta que acabou de chegar do campo de batalha situado dentro da janela 10.40 ou na vila vizinha de nossa cidade. Por essa razão repito que devemos dar importância comunicação, nunca deixe a distancia ser uma barreira para sua comunicação, quem não e firme na arte de escrever será rapidamente esquecido e cobrado sendo levado a perder seus mantenedores e coolaboradoes de ministério.

E muito comum para os missionários enviar carta através da Mala direta cortando o Contato Pessoal que e de muita importância para os lideres em seu pais e amigos mais chegado. O missionário conhece muita gente ao longo do tempo em que compartilha sua visão e busca recursos para seu projeto logo vem o grande numero de endereços e lista de contato que o deixa desesperado quando chega o fim do mês. O pensamento e esse escrever para todo mundo¿ eu não vou criar uma mala direta e mandar uma carta com copia para os demais, essa idéia e certa mais não funcionará bem com seus amigos e colegas de ministério que sorriem com você e lhe conhecem bem. A carta direcionada particularmente para sua família, igreja e pastor causa um impacto profundo e duradouro a qual o missionário não tem idéia. Quando se escreve uma carta pessoal passamos a sermos mais próximos mesmo com toda distancia.
Mais eficácia do que a geral quem recebe uma carta ou e-mail mais comum que já foi enviado com cópia para umas 200 pessoas se sentirá apenas um a mais de sua lista de mantenedores. Mais quando o missionário senta, planeja, escreve com detalhes citando nomes de familiares se possível do gato ou do cachorro que seu mantenedor possui, isso sim causa um efeito duradouro na comunicação e no relacionamento dos contatos missionários.
Concordo que é difícil escrever para 200 pessoas pessoalmente, mais isso não significa que devemos abandonar os mais chegados os quais divulgam nas congregações, afinal todos temos amigos mais chegados que irmão.
A mala direta ou lista de contatos a qual o missionário envia várias cartas com cópia não uma ferramenta viável quando tratamos com a secretaria de missões ou agencia enviadora. Logo a frente quando falamos dos modelos de correspondência abordaremos este tópico.
Quando existe pouco tempo ou falta de eletricidade na cidade onde o missionário estar vale a pena copiar uma carta e enviar para todos de uma vez só. Agora essa forma de corresponder-se com os mantenedores é um pouco fraca, isto quando se trata de mantenedor pessoal, pois quando a secretaria de missões recebe uma carta sua ela mesmo já divulga para os demais irmãos vindo assim salvar o missionário de uma queda no esquecimento.

3 - Quando não temos resposta o que fazer¿

É muito raro ver um missioanrio satisfeito com o resultado de suas cartas de oração. O que mais causa dor no missioanrio é quando ele se sente ignorado por não haver um retorno em cartas da igreja enviadora. Devido ao transporte das cartas ou erro da internet algumas cartas e e-mails nunca chegam ao destinatário semplismente por que se comunicar de fora exige implicações. Caso você mesmo escrevendo sua carta não obtiver resposta dos irmãos continue firme pois os crentes estão atentos as suas cartas e muitas das vezes a melhor resposta e quando você estiver diante do caixa para retirar seu sustento mensal.

III – Comunicação missionária e Modelos a serem seguidos.

Não e muito difícil receber cartas com o seguinte tom:
Eu estou bem , apesar de mais uma vez esta doente e com divida e tendo que que caminhar o dia todo no sol de 40 graus onde faço evangelismo no bairro ao lado. Deus e fiel e continuem orando por mim.

Esta carta esta boa no tocar ao missionário e os que convivem com ele no campo pois já estão acostumados com a vida missionária. É duro Criticar a carta de colegas de ministério mais pelo tamanho da carta e as contradições somos levados a crer que ele pouco sabe sobre a importância bem passada para a igreja local.

O primeiro modelo de carta seria dinâmico – somente palavras que tocam o coração de quem escreve poderá convencer os leitores da importância do trabalho missionário. As vezes dinamismo e confundido com sensacionalismo e emocionalismo barato a qual foi divulgado pelos primeiros missionários.

Você pode colocar uma foto do trabalho, de uma de uma curiosidade ou necessidade a qual queira que os irmãos estejam orando. Faz parte do dinamismo nas cartas mostrar exemplos e fazer o possível para que os fatos não se distancie muito da realidade vivida pelos leitores.

O segundo aspecto se trata do realismo no exemplo dado acima da carta a qual o individuo disse que estava bem apenas doente, ele foi irreal com a sua colocação frase como esta e outras mais levam cada vez mais os ouvintes para longe; pensando que os missionários estão bem e sem problema e que é um santo totalmente consagrado. Quando na verdade ele esta omitindo a realidade do campo a qual poderia ser uma ferramenta que Deus utilizaria para despertar vários contribuintes.
Uma carta realista saberá anunciar as dificuldades, provações e vitórias as quais Deus tem feito, o missionário passa sendo que ao lermos sua carta o nome do Senhor é totalmente glorificado.
Por não sermos realistas em nossos informativos missionários é que as vezes perdemos sustento vindo a passar provação desnecessária, se desde o inicio houvesse uma comunicação realista.
Logo abaixo para concluir este pequeno artigo deixo modelos de carta que devem ser seguidos.

1- Carta de Agradecimento

Este tipo de correspondência é bem simples e resumido, o missionário expressa o que tem vivido e louva a Deus por tudo que Ele tem feito através da vida de seus mantenedores que oram e contribuem com seu ministério.
A carta de agradecimento como fez Paulo aos Filipenses trouxe bastante alegria ao coração da congregação, o povo só espera que o missionário escreva pedindo e apelando dinheiro para isso e aquilo, quando lêem a carta de obrigado tomam um susto pois serão impactados com a gratidão do missionário enviado. Um dia eu fiz uma carta dessa e no centro do papel coloquei a palavra ‘obrigado’ bem grande mostrando que estava grato por tudo que Deus havia proporcionado através da vida de meus mantenedores.

Qual o período mínimo para envio de cartas ¿

Um período curto de dois em dois meses seria o ideal para o envio de cartas, muita coisa se desenrola durante este tempo que serão dignos de relato. É aconselhável que não venha passar desse prazo pois os mantenedores esqueceriam e da próxima vez você terei que escrever muito devido o acumulo de informação. Caso você queira esta prestando conta com uma agencia ou secretaria de missões de mês em mês não tem problema pelo contrario trará mais agilidade e compreensão para o grupo de assistência ministerial de sua igreja.

2- Carta desafio um outro modelo de carta a qual estou acostumado a receber de nossos amigos do campo são as cartas desafio. A idéia é levantar recursos financeiros seja para um projeto, viagem, casamento, parto, retorno ao país etc.
As cartas desafio na maioria das vezes descrevem situações onde o missionário precisa apelar para os recursos da igreja, não somente pedir uma quantia mais ter sabedoria de como pedir e comunicar sua visão.
Um bom exemplo que vi e dividir o dinheiro em partes onde todos possam dar algo e ninguém fique de fora.
Se for R$ 500,00 poderá dividir assim:
1 pessoa dando R$ 100,00
4 pessoas dando R$ 50,00
20 pessoas com R$ 10,00.
Desta forma todos independente da sua situação financeira poderão contribuir com seu ministério.
Em seguida deixo o corpo de uma carta para que os irmãos tenham uma idéia de como seja.
- cabeçalho: local e data
- introdução: saudações, podendo colocar um texto bíblico ou uma frase missionária.
- desenvolvimento: no centro da carta logo após a introdução pode ser discutido um ponto e assunto que não necessariamente terminariam na carta do mês mais poderia estender-se para o próximo mês e assim vai.
PEDIDO DE ORAÇÃO: é bom terminar a carta com motivos bem definidos de oração. As vezes no próprio desenvolvimento da carta os motivos já são anexados devido a gravidade dos assuntos.
CONCLUSÃO: termino com as palavras que encontrei num livro sobre cuidado pastoral que diz assim:
“A comunicação tem sido descrita como a lubrificação de uma organização se não for usada generosa e regularmente o movimento e as funções se tornam emperradas e desengonçados, ao invés de suaves e livres de problemas.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Petit Maracana Jogos do Quebra em Djibo


Petit Maracana Jogos do Quebra em Djibo.


Football aqui em Djibo nao tem hora para se comecar pode esta no sol quente que for os moleques comecam a chutar a bola algumas fezes feitas de meia ou uma juncao de sacolas de plastico outras vezes bola compradas numa vaguinha onde cada um dar 100 Fc (50 centavos de reais) e a bola de couro as vezes resistente 30 minutos ao proximo pe de espinhos que sao comuns aqui no saara e a alegria esta pronta. Sera bom lembrar nesse pequeno artigo que Burkina Faso e o quarto pais mais pobre do mundo entao as formas de desenvolvimentos esportivos estao muito distantes de paises como os de primeiro mundo.


O aquecimento comeca nos canais (nome dado para o local que se assisti os jogos pela TV acabo) varios jovens se reunem as noites de quarta , sabado e domingo para acompanharem os jogos da liga dos campeoes, campenado espanhol, italiano e frances. E deste ambiente de torcida e emocao que os jogadores de rua aqui em Djibo nutrem suas espectativas para o inicio do petit Maracana. Esta foi a segunda edicao do petit Maracana em Djibo seria como futsal mais sem a quadra so na pisarra de terra e pedras fatal para uma competidor acostumado com grama e cimento . Em principio e uma competicao onde cada equipe entra com 10.00 Reais para a inscricao de seis pessoas que competiram com mais 13 equipes no sitema de contagem de pontos mais todas divididas em sua propria chave (foi isso que entendi do Iakuba um dos camaras que coordena o Petit Maracana) os jogos tem duracao de tres semanas sendo que jogam todos os dias com excessao do dia do mercado publico (quarta feira)


Como atualmente moro na vil ficou facil acompanhar durante as tardes de 16.00 - 18.00 hs os jogos que se desenrolaram na frente da casa do pastor Jefferson missionario que trabalha com esportes aqui em Djibo. As regras do petit maracana sao diferentes em tudo comecando pelos cartoes que sao eliminados a troca de uns 5 minutos fora do campo, depois as regras de cobranca de lateral ecanteio e saida com o goleiro sao todas diferentes e adaptaveis para a situacao do sahel.


Cada jogador joga com a camisa do time a qual ele e torcedor quando assiti as emissoes pela tv a cabo, o nome do idolo preferido e pintado nas costa do jogador. Ontem mesmo enquanto assitia o jogo apoie e critei pelo 11 do brasil dizia VAI ROMARIO um baixinho parecido com o nosso dai que ja ta ate aposentado.O que portava o numero 11 jogava bem mais sua equipe nao foi ate a final.


Quando sentei junto com meus dois amigos brasileiros para ver o ultimo jogo, pensei o que leva estes fulanis , moussis e Shongais a se baterem e guerrearem durante os jogos de forma tao assutadoram quando e apenas uma competicao? Quando o Artileiro do maracana veio a frente para receber uma chuteira e um cadeaux (presente em frances) vei a alegria no meu coracao e uma luz de compreensao pois o jacob foi treinado por um Brasileiro. Por tras da poeira e toda a dor de varias quedas no terreno se escondi a gloria e o reconhecimento imposto aos demais que assistem e tambem que competiram. E meio tanta pobreza a qual o povo de Djibo vive o Maracana e um motivo de riso e alegria para os moradores desta vila tao sofrida.


Nao poderia deixar de dizer que o melhor jogado foi o que mais tocou na bola parece ironia pois a bola esta mais alta que nos pes dos jogadores. Para Ele o Pastor Jefferson deu uma camisa original do Brasil; fora os premios que a competicao ja da.


sábado, 19 de julho de 2008

Bem aventurado os pobres


Norte de Burkina Faso Junho e Julho de 2008

Bem aventurado os pobres.
- Jesus Cristo

Paz do Senhor esteja com todos os amantes de missões que acompanham meu ministério. Lendo C.S.Lewis copiei a seguinte frase sobre o texto que citei acima : Quando Jesus disse os pobres, não se referia apenas gente sem dinheiro, mas das pequenas, vis, tímidas, pevertidas, covardes e solitários, dos passionais sensuais e desequilibrados. Para esses quando tentam serem bons percebem logo que precisam de ajuda. Para os pobres ou é Cristo ou nada. São elas as ovelhas perdidas. Jesus veio especialmente para as perdidas em outras palavras os esfarrapados com os quais ele caminhava quando estava em carne aqui na terra.

Lendo essa explicação me dei conta de onde estou e com quem estive durante estes três anos de África, muito foram os sofrimentos e as lágrimas por este povo a qual Deus tem colocado um peso em meu coração(Os fulanis). Consegui sorrir muitas vezes e saltar de alegria nos momentos em que tomávamos chá juntos a tarde sentados no tapete típico chamado Naate. Por que estou escrevendo isso ? Simplesmente por que comecei nesse mês a desfazer o «mundo» a qual estive vivendo onde falava outra língua, comia diferente e me comportava de forma totalmente diferente do que o Cearense se comporta. Nessa semana quando desliguei o Gás de minha casa para mudar o Botijão para a casa do Pr. Jefferson onde irei morar um mês antes de partir para o Senegal senti o baque e quase chorei na frente de um povo que não chora. Orei em silêncio pois só Deus sabe o quanto eu cozinhava com amor para os pobres que na minha casa chegavam mesmo sendo pouco, sempre eu compartilhava pois quem mora só sabe o quanto é difícil comer sozinho e cozinhar para uma pessoa(Penso eu).


As demais noticias é que graças a Deus as chuvas chegaram e com ela o trabalho de cultivar os campos de gawri (milho típico) tenho empregado boa parte do tempo a esta atividade pois esse ano não poderei colher, apenas ajudar aos demais fulanis na plantação. Louvado seja a Deus que o Baloowo camelo que temos usado para arar a terra, tem diminuido o trabalho custoso e duro.
Desejo que os irmãos orem mais uma vez pelo Adamar, pois sua enfermidade tem se agravado muito, ele tá pesando só 35 kg e tem tido dificuldade para se alimentar. Fui obrigado mandá-lo para Djibo, pois no interior não daria para ele ficar devido a falta de alimento apropriado.

Uma boa notícia que tenho para dar aos irmãos é a aproximação que o Ramam filho do Adamar que antes não queria que eu orasse pela comida antes de comer, está cada vez mais pronto a escutar a palavra e comentar sobre sua vida. Ele sempre foi garibu e nunca teve estudo normal, esteve por anos nas mãos dos marabus e só agora depois de três anos que está tendo um contado com a religião cristã. Deus tem me dado um amor muito grande por esse Jovem, desejo que Deus liberte-o do engano do Diabo e traga ele para sua maravilhosa Luz.
Oremos pelo Ramam.

Termino deixando um agradecimento para todos os que estão
Intercedendo pela cura de minha mãe que está doente .Que
Realize sua boa e perfeita vontade em todos os aspectos.

No amor daquele que jurou por si mesmo que abençoaria todos
Os povos da terra. Hb 6.13

Cristiano Carneiro da Silva
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Casamento Africano e a luta de quem da mais.


- Casamento Africano e a luta de Quem da mais. -



" Era Abraao ja idoso, bem avancado em anos; e o Senhor em tudo o havia abencoado. Disse Abraao
ao seu mais antigo servo da casa: [. . . ] jura pelo o Senhor, Deus dos ceus e da terra, que nao tomaras
esposa para meu filho das filhas dos cananeus, entre os quais habito.

Tomou o servo dez dos camelos do seu Senhor e levando consigo de todos os bens dele, levantou-se
e partiu, rumo da Mesopotamia, para a cidade de Noar. Fora da cidade, fez ajoelhar os camelos junto a
um poco de agua, `a tarde, hora em que as mocas saem e tirar agua. E disse consigo: O Senhor, Deus
de meu senhor Abraao, rogo-te que me acudas hoje e uses de bondade para com o meu senhor Abraao!
Eis que estou ao da fonte de agua, e as filhas dos homens desta cidade saem para tirar agua; dar-me,
pois, que a moca a quem eu disser: Inclinar o cantaro para que eu beba; e ela me responder: Bebe, e darei
ainda de beber aos teus camelos, seja a que designaste para o teu servo Isaque; nisso verei que usaste
de bondade para com meu senhor."



Acabei de chegar de uma cerimonia na cidade de Tenkudugo, cerca de 139 km da capital de Burkina.
A uniao de Hamam e Hawa se deu de forma bem simples e bem diferente daquilo que para nois Brasileiros
seria um casamento. O noivo e de uma etnia chamada Shonghai, a noiva Moussi pertence a etnia predominante
em Burkina.

Hawa `e crente devido a influencia de seus tios que sao pastores numa localidade proxima,
mais toda sua familia e mulcumana. Hamam conheceu Hawa quando a mesma tinha apenas 15 anos
segundo seu relato ele guardou isso em segredo durante tres anos nao revelando nem mesmo para seu
pai a quem ele tem muita confianca. Segundo atradicao local o casamento deve ser feito atravez do dote
(Dinheiro pago pela moca aos parentes). Seu esposo trabalhou muito para guarda o dinheiro e comprar
sua esposa, quantia que varia entre duas vacas, 200 dolares etc . . . O preco e fixado pelos parentes.

Na Africa antiga nao realizava-se casamento assinando papeis e envolvendo o governo, tudo era feito no
vilarejo de forma bem rustica e ligado a tradicao local. Prova disso que hoje existe um nivel de divorcio
alarmante entre as tribos do Sahel Africano. Como nao existe nada assinado diante da lei por qualquer motivo
os africanos deixam sua esposa e casam-se denovo, uma vez que a mulher nao agrada a solucao `e simples
basta casar com a segunda mulher e ignorar a primeira mesmo que ela continue morando na mesma casa.
Depois de um dia cansativo para o meu amigo Shonghai seu coracao estava alegre pois antes da cerimonia
final so faltava assinar o papel na prefeitura local diante da comunidade. Ele e um exemplo contra a mentalidade
local e os argunmentos nao cristaos a favor da Poligamia.

Tais como:

1- Na sociedade tradicional e muito importante para o homem manter seu nome nas geracoes futuras.

2- Ligada a continuidade do nome de familia esta a ideia de que tendo muitos filhos e netos, a pessoa
sera lembrada e honrada por muito tempo apos a sua morte.

3- Nas sociedades agricolas, ter varias esposas e uma maneira de ter muitos filhos e , com isso os trabalhadores
necessarios para a agricultura, a criacao de gado e o cuidado da casa. Uma comunidade familiar grande e vista
como um sinal de forca.

4- Como e comum que as mulheres africanas se recusem a ter relacoes sexuais com seu marido por ate dois anos
apos o nascimento de um filho, ter varias esposas e uma maneira de o marido evitar a imoralidade sexual.

5- Como a cultura africana tem valores comunitarios muitos fortes, ter muitas esposas garante uma familia grande,
que e considerada o meio para aumentar a felicidade e o senso de realizacao na vida.

6- Se alguem muitas filhas, sua riqueza aumentara significativamente com o pagamento do dote, quando elas casarem.

7- A poligamia resolve o problema das maes solteiras.

8- Em muitas tribos ha a conviccao de que e muito ruim ser solteira e nao ter filhos. Por causa disso, muitas mulheres
africanas preferem ser mais uma esposa de alguem que ja tem outras, do que ser solteira. Tambem ha a ideia de que
uma mulher que fica solteira induzira os homens a imoralidade sexual e trara vergonha para a comunidade.

Como estes argumentos mostram, a poligamia faz sentido do ponto de vista tradicional. Mais a Biblia e clara que
a poligamia nao e a vontade de Deus. Do mesmo modo, na Africa os efeitos negativos da poligamia continuam de
geracao para a outra, apesar dos argumentos levantados em favor dela. O sofrimento emocional, ciumes e competicao
entre as esposas e filhos nas familias poligamas demonstra que essa forma de casamento nao passa de convigencias
egoista. A poligamia nega a mulher a realizacao emocional que Deus queria que ela tivesse, recebendo com exclusividade
o amor e atencao do seu marido.

Nao ligando para todos os argumentos Hamam e Hawa comecaram sua nova vida como um casal cristao dispostos
a serem luz na pequena cidade onde moraram (Djibo). Apos receberem as bencaos dos pastores que estavam
na reuniao, participamos de uma recepcao com direito a musica tipica, danca e comida a vontade.

E a lua de mel ?

Uma coisa que me chamou atencao foi que o casal nao foi para nenhum local progamado visando passar a famosa
lua de mel a qual nos ocidentais conhecemos. O Casamneto aconteceu no sabado e por incrivel que pareca no domingo
eles deveriam esta na escola dominical. Existe uma tradicao local onde a esposa deve receber conselhos das mulheres
mais velhas do vilarejo. Os presentes que variam entre panelas, roupas e utensilios para a casa sao entregues durante
a noite. Depois de muita musica e danca com varias criancas presentes o casal dormiu na casa dos parentes algo normal
como se fossem apenas amigos. Nao perguntei para onde eles iriam na lua de mel pois temi que isso nao existisse na
cultura.

A parte do Pai e mae dos recem casados
Os parentes tem uma funcao muito importante em todo processo durante o casamento e apos. Eles sao testemulha da
alianca e seriedade do fato ocorrido naquele dia. O pai de Hamam muito nos agradeceu pois no casamento de seu filho
ele tivera recebi do quatro estrangeiros e varios pastores. Sua alegria foi tao transbordante que disse que so iria parar de
nos acgradecer por haver participado de seu casamento quando chegassemos no ceu. Fomos bem tratatos e a hospitalidade
dessa familia tao simples marcou nossos coracoes de formal especial.

Conclusao
Durante o tempo que passamos em Tenkudugu foi visivel a comunhao e a alegria do Senhor entre essa cerimonia tao
importante, prova disso e que o apostolo Paulo fez uma comparacao entre nos com sendo a Noiva e Jesus sendo o
noivo. Hamam e prova do amor de Deus e de sua infinita graca que diariamente esta em acao mesmo entre os nao - alcancados
da Janela 10.40. Ao retornar para Djibo cidade a qual o casal vivera eles teram um novo desafio que e a vida a dois
deverao ser exemplo para seus visinho mulcumanos que nao conhecem a verdadeira uniao e felicidade que Cisto traz
para o Lar. Hamam atualmente trabalha num polo de Lazer criado por missionarios da Australia, durante o final de semana
ele ensina em nossa igreja Local para as criancas. Encorajo a cada um que leu este pequeno artigo a interceder pela vida
nao so de Hamam e Hawa mais sim de todos os casais que vivem nessa zona ao norte do Pais. Que a Luz de Deus venha
clarear as trevas nas familias e que o maior preco seja aceito que fooi o sangue de Jesus pois pagou de uma vez por todanossas almas resgatando do poder de satanas.

Para Mudar o mundo basta mudar as mulheres.


Para mudar o mundo basta
mudar as mulheres.
- Ditado Fulani


De muita coisa que vivo aqui o que mais me chamou atencao foi a situacao que passam as mulheres Fulanis prova disso e a rotina de uma dona de casa:


1-Levanta -se cinco da manha para fazer a primeira oracao mulcumana.


2-Em seguida ela pila o milho para fazer o Pumari (cafe da Manha)


3-Esuenta o resto de comida da noite(Itol Hoyre) para as Criancas


4-Ela vai ao Curral tirar leite das vacas


5-Prepara o cafe da Manha


6-Ela Varre a Casa e o quintal


7-Ela lava os Kakes Loucas do cafe da manha


8-Ela vai ao poco encher os reservatorios de agua


9-Ela ajeita os temperos para o molho


10-Ela se ocupa de providenciar a madeira para o fogo


11-Si der tempo ela vai tecer os fios para fazer os tapetes tipicos (Nates)


12-A tarde cai e ela comeca pilar o milho denovo para a Janta.


13-Ela prepara o Nyiri (Comida tipica)


14-Ela vai buscar o leite e distribuir na vila
depois de jantar ela arruma o tapete para as criancas dormirem


15-Ela encontra tempo para conversar com outras mulheres antes de dormir


16Enfim ela dormi mais antes deixa o local da oracao das cinco da manha pronto (Juulirde)

quarta-feira, 14 de novembro de 2007


Durante o periodo em que estava estudando teologia lembro-me da historia
contada nos livros apocrifos de Daniel, onde relatava a sabedoria do profeta
em descortinar a falsa religiao babilonica.

A Historia conta que os babilonios tinham um deus a qual todas as noites
colocavam alimento e de manha os sacerdotes iriam para ver se os alimentos
foram comidos pelo idolo. Sempre que chegavam la encontravam o idolo
do lado o recipente da oferta totalmente vazio. O povo acreditava que o deus
havia sentido fome e se alimentado durante a noite, isso se reptiu ate que
um dia Daniel chamou atencao dos adoradores e lancou um desafio dizendo-lhes:
Esta noite veremos quem esta por tras deste deus eu mesmo vou colocar as
frutas e ofertas para o deus e amanha quero acompalhar o primeiro sacerdote
que faz seu turno pela manha. Todos foram de acordo nao retrucando em nada
a palavra de Daniel pois conheciam seu trabalho no reino.

Daniel pegou um saco cheio de cinza e colocou no patio do idolo fazendo um
caminho da porta ao altar, deixando a oferta la, Pela manha ao irem ver se
o idolo comeu ou nao encontrarm mais uma vez como de costume o local
onde fora colocado as frutas vazio, Daniel disse muito bem quero que voces
sacerdotes olhem essa pegadas que foram deixadas aqui durante a noite pois
ninguem poderia entra na sala durante o momento que o deus se alimentava.
A mentira foi descoberta, alguem estava tirando a comida do deus durante a
noite e dizendo que o proprio deus havia comido mais as pegadas foram
as provas do engano. Simples pegadas mais fortes demais para permitirem
que o povo estivesse no engano.

Essa pequena introducao mostra a inteligencia no ato de desvendar a trapassa
entre os adoradores na babilonia, as pegadas revelam coisas que so os pes de quem
pisou sabem.

Mamudu e filho de um lider islamico local na aldeia onde moro, faz tres anos que
o porprio deu sua cabeca a Jesus. (Expressao fulani parecida com aceitar Jesus)
Durante o tempo em que estava aprendendo a lingua passei tres meses morando
na mesma casa de palha que o Mamudu, nunca vi alguem tao paciente como
ele. Confesso que mesmo com mosquitos lhe pertubando de noite fazendo
aquele baru;ho insuportavel a qual ninguem aguenta, para Mamudu nao era um
incomodo nenhum. Um dia pela manha sua Buguro( Casa tipica de palha) foi roubada
duarante a noite por alguem que mora em Djibo (Vila mais proxima do vilarejo)
ao amanhecer do dia antes das 6:00 ele ja estava na casa do ladrao pedindo sua
mesa onde vendia os produtos no mercado. O ladrao ficou admirado de como
ele conseguiu encontrar sua casa tao rapido, em resposta a pergunta do bandido
mamudu sorriu e disse seus passos sairam de minha casa de palha ate aqui.
Ele conseguiu manter seus olhos firmes nos rastros do ladrao durante mais de 30 minutos
ate chegar a grande vila Djibo, cerca de 7 km de sua casa. Quando escutei sua
Historia fiquei perplexo com a precisao que Mamudu tem e pensei que essa era
mais um artes dos antigos fulanis.

Recentemente Mamudu entrou para trabalhar numa empresa que constroi
estardas, sua tarefa e vigia os materias que se encontram na rua durante a noite.
Ele trabalhou tres Meses pacientemente esperando seu salario e so recebeu
partes que ultilizou na compra de uma ovelha e um saco de milhet. Mesmo triste
com a forma que os patroes estavam usando para complicar o pagamento de
seu salario, Mamudu permaneceu firme como um bom cristao.
O Inverno chegou e durante uma chuva noturna alguem chegou e robou um carrinho de
mao, enquanto o vigia se abrigava na casa de uma amigo. Ao chegar no local dos
materiais e sentindo falta do carrinho de mao a primeira coisa que Mamudu fez foi
ultilizar sua tecnica estranha e bem diferente de seguir os passos do ladrao.
Devido a chuva as pegadas estavam dificies de se enchegar no escuro, agua, lama
rastro de carro e Bicicletas mesclavam a rua de bagadumba ( Nome do Vilarejo)
O Nosso espia fulani seguiu os passos sem vacilar ate ser pego de surpresa
pois os passos terminavam na casa de um dos trabalhadores do empresa de
construcao de estradas. Kaari (Expressao fulani de espanto)
Como confrontar um membro da propria organizacao que esta roubando os materias?
Assustado ele interrogou o suspeito sobre o roubo na noite passada, depois
marcou uma reuniao com todos os liders do trabalho na estrada visando mostrar
a situacao. Na reuniao Mamudu contou toda Historia de como seguiu os passos
e como as pegadas levavam a casa de um dos funcionarios, o chefe escutou
seu depoimento mais disse que nao poderia fazer nada pois se tratava de
um membro da empresa. Revoltado como a situacao Mamudu pediu as contas
e saiu do trabalho alegando que nao adiantava muito esta trabalhando de vigia
e os proprios empregados estavam roubando os materias. Alem do mais
ele nao estava satisfeito com os tres meses de atraso em seu salario.

Sem armas e nenhuma protecao este fulani conseguiu fazer esta apreensao
surpreendendo os chefes da consrucao, sua habilidade foi confirmada mais uma
vez assutanto os que nunca escutaram sobre tal arte. Se novo desafio uma
vez que nao esta mais no trabalho e cultivar um campo de milhet visando um
futuro casamento. Ele e responsavel por sua mae e irmao, seu pai casado com
a segunda mulher abandonou sua mae e irmao menor aos cuidados de Mamudu.

Por Cristiano Carneiro da Silva
sábado, 8 de setembro de 2007

Sunkunyas - 0s dominadores de almas


Sunkunyas - Os Dominadores de almas

Introducao: Desde minha infacia gostava de escutar Historias que os missionarios contavam sobre a Africa, isso despertou uma curiosidade de ler e estudar sobre esta terra tao comentada.
Ouvi missionarios dizerem que os Bruxos na Africa voavam, que o trabalho era duro chegando as vezes terem que comer macacos, cobras etc . . . Tudo isso me assutava muito como ate hoje me assusta, ao ponto de temer dentro de mim se Deus me chamasse para ser um missionario na Africa.
Essas Historias eram fantasticas, engracadas etc. . . mais nao me pareceiam reias ao meu ponto de vista. Os anos se passaram e com o tempo Deus mudou meu coracao e a forma de pensar a tal ponto de dar-me o privilegio de se tornar um menssageiro de seu reino. E como Ironia Divina hoje estou no SAHEL africano trabalhando entre os fulanis etnia semi nomade espalhada em mais de seis paises do Oeste Africano.
Entao como missionario aqui chegou a minha vez de relatar um pouco sobre o que tenho visto entre os fulanis e os demais povos nao -alcancados que compoem o SAHEL. O presente artigo nao se trata de mais um conto de Caroxinha, ou como dizem meus conterraneos historia pra boi dormi.

1- Cosmovisao Africana e a nossa.

E importante frizar que Sunkunyas nao e mais um povo nao alcancado da Janela 10.40
Confesso que morando aqui entre os fulanis entendo um pouco melhor sobre a cosmo visao dos povos do SAHEL. Lamento saber que entre os ocidentais sobretudo os cristaos existe uma descrenca em ralacao ao assunto que tratarei neste texto.
Nossa cosmovisao e voltada para o materialismo imediato que recebemos todos os dias atraves da tv, jornal e nossa vida diaria. Enquanto aqui no SAHEL o mundo Espiritual domina o Material, ou melhor o povo e voltado para o sobrenatural. Um bom exemplo e ver como um Africano descreveria a Vitoria da Franca sobre o Brasil na copa do mundo passada. Seria mais ou melnos assim : O Brasil perdeu nao por causa do tecnico que nao soube montar a equipe ou por que o Ronaldinho nao quis mostrar seu futebol, mais sim por causa de um espirito que segou toda defesa do time enquanto outro Espirito (Ginaji) Empurrou a bola para o gol do Dida. Parece comedia se lemos isso e pensamos na cena que milhares viram. Mais na verdade boa parte dos que vivem dominados pelo medo dos Ginajis (espiritos) pensam dessa forma. satanas tem sentado nesta area da terra por seculos.

2- QUEM SAO E O QUE PODEM FAZER , OS DOMINADORES DE ALMAS.

Um Sunkunya nao se faz afirmou um fulani que entrevistei sobre o assunto, com cautela ele explicou que uma crianca ja nasce com poderes que so com a pratica e o tempo o povo apontara para ela chamando-a de Sunkunya.
O mesmo acrecentou que uma certa vez uma crianca numa brincadeira de rua crianca comecou a tocar nos seus colegas e reconheceu a qualidade do sangue, tocando numa ela percebeu que nao conseguiria controlar e outros na linguagem do fulani que descreveu o acontecimento o sangue da segunda crianca era doce sendo de facil ascesso e dominio.
A maior parte do trabalho dos sunkunyas constitui de feiticos a quais sao formas de poder ou influencia lancadas sobre pessoas para faze-las agirem de acordo com a vontade de quem fez o feitico.
Segundo a Finaatawa (tradicao) se uma pessoa for tocada por um sunkunya ele tera sua alma roubada e dominada. Alguns podem se transformar em passaro e durante a noite, os que viram da testemulho que viam fogo sair do corpo do passaro ao ponto de clarear o ceu durante a escura noite do Sahel Africano. Os sintomas de alguem que foi tocada por um sunkunya e teve sua alma dominada sao:

Dor de cabeca
Tontura
Vomito e dores no estomago
Diarreia
Febre alta
Pavor e medo


3- ARVORE SUNKUNYA UM REMEDIO DE LAGRIMAS.

A maior parte das pessoas que foram tocadas acreditam que queimando as folhas da ARVORE SUNKUNYA no momento que a fumaca subir aos ceus, onde estiver o sunkunya que dominou a sua alma ele vira. As vezes mesmo num raio de 3 km o individuo vira chorando pedir perdao e devolver a alma da vitima. Isso deve ser feito o mais rapido possivel antes que a morte chegue a pessoa dominada.


4- LAR DE APOIO AOS SUNKUNYAS

Existem cidades inteiras composta de sunkunyas espalhadas em todo Oeste Africano. Os moradores de Ouagadugu capital de Burkina Faso pais a qual trabalho como missionario, nao sao de acordo com a maudade causada pelos dominadores de almas. Alguns chegam ao extremo de espancar se avistar na rua um desses passaros voadores. Prova disso que ha dois meses atras o governo inaugurou uma casa de apoio se e que posso nomear desta forma. Os individuos portadores deste poder passaram a viver juntos numa propriedade onde recebem alimentacao e moradia deixando os demais habitantes da capital em paz.
O que levou as autoridades Burkinabes a criarem esta casa de apoio foi a crenca uniforme que os sunkunyas existem e reperesentam uma ameaca para o bem estar da populacao.

Conclusao:

O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; e sobre os que viviam na terra da sobra da morte raiou uma luz. Mt 4:16

Meu coracao remeche so em pensar na dor que passa um habitante da terra da sobra da morte, que o Santo Espirito direcione a igreja no Brasil e no mundo a verdadeira compreencao da sua tarefa aqui na terra. Ate quando os Sunkunyas que vivem nas trevas viverao assim? Diariamente centenas de pessoas constraoem suas casas na terra da sombra da morte.

. . . Para isso o filho de Deus se manifestou para desfazer as obras do Diabo. I Jo 3:8 b

Acredito que um dia os dominadores de almas seram transformados em Ganhadores de almas para o reino de Deus mais isso so sera possivel se orarmos para que o poder do inimigo seja quebrado atravez da vitoria da igreja do Senhor no Oeste Africano.

O cordeiro morreu e ressucitou, Ele merece toda gloria e atencao de seus fies seguidores para assim terminarmos nossa missao. assim espero que este artigo sirva para municiar os guerreiros de Oracao em todo Brasil para combaterem em intercessao pelas almas que vivem aprisionadas.

Cristiano Carneiro da Silva
sexta-feira, 7 de setembro de 2007

...Entao quem pode ser salvo? ... Para os homens 'e impossivel ; com tudo nao para Deus,
por que para Deus tudo 'e possivel. Mc 10:26,27

Paz do Senhor !

O Desejo de meu coracao durante este mes de Agosto foi atendido, pois vi a chuva cair
de forma abundante sobre essa terra seca e carente de agua. Foi dificil ver varios de meus
amigos (Fulanis e missionarios) doentes com a malaria que nao escolheu quem deveria
ficar de cama.

1- Obreiros no norte- Visita de missionarios

Recebi a visita dos meus amigos brasileiros que moravam na Capital, vinheream para ver o
Norte de Burkina e tambem para ouvirem se Deus deseja que eles trabalhem aqui no norte.
Durante este tempo estive resistrando alguns filmes que pretendo enviar logo logo
para ser passado nas igrejas do Brasil. Foi um tempo de muita reflexao sobre a obra entre os
fulanis e vimos os desafios a qual Deus tem nos dado. Que a vontade do pai seja feita nesse lugar.

2- Termino da plantacao de Gawri(milho tipico) e estudos cronologicos.

Terminei a minha segunda parte do trabalho no campo de milhet, agora posso descansar um pouco e
ensinar a bilibia com mais calma e dedicacao. Tenho particulamente visito resultados em nossos estudos
cronologicos, pois os ouvintes estao sendo tocados pelas Historias do antigo testamento. Muitas
das lembrancas sobre abraao, Isaque e Jaco sao erroneas e tiradas do Alcorao entao os ouvintes
tendem a acrescentar algo mais aos relatos biblicos, isso tem dificultado pois devo sempre esta
dizendo que a versao verdadeira e a que a Biblia nos mostra e etc... Orem para que outros
fulanis manisfestem interesse por participar desses estudos em minha casa.
Lembro - me que o povo admirou-se do ensino de Jesus e maravilhavam-se de sua doutrina, pois
ensinava com autoridade e nao como os fariseus e escribas.


3- Perdao, a maior diferenca entre o Isla e o Cristianismo.

Os irmaos lembram do jovem Haman a qual escrevi na carta passada? Ele insultou-me
chamando -me de mentiroso e negando a trindade, Nesse mes tive conversando com ele mais
uma vez e foi uma otima oportunidade para lhe perdoar e aceitar que ele tambem se arrependeu
de haver dito as palavras impensadas. (Haalaji bondi). Com isso pude mostra a diferenca entre o
Cristianisnmo e o Isla, essa diferenca e o perdao a qual Deus nos da e nos chama para sermos agentes
do perdao na terra atraves da morte e ressurreicao de Jesus seu filho. Agradeco por cada um que orou
por este jovem.

4- Yeewende vs Endam ( Solidao vs comunidade)

A maioria dos semi nomades fulanis vivem afastados das grandes vilas, a forma de isolamento a quais
eles vivem e bem particular da cultura. Um velho homem pode viver so no meio dos matos sem nunca sai
para a vila mais proxima, por outro lado a comunidade deve ser bem estruturada em torno do Wuro (Casa
e parentes). Eu particulamente estou me engajando nessa dualidade fulani desde que sai do vilarejo mais
proximo (Djibo) para viver com os fulanis em Bagadumba( 7 km de Djibo). Gracas a Deus terminei a casa
e esta faltando alguns retoques e os moveis, ainda nao tenho banheiro em casa e preciso fazer um
pequeno muro ao redor para nao ser icomodado pelos animais que chegam e fazem o maior barulho
no pe da porta, mesmo os viajantes como ontem fizenram oracao mulcumana na porta da minha casa
mesmo sem eu lhes da autorizacao. A vida em comunidade e bem simples, basta imaginar um local
sem eletricidade, sem agua e onde a tecnologia e zero. As conversacoes sao valorizadas e a amizade
e melhor que o programa de domingo na televisao ou coisas que tem substituido a boa relacao
em nosso seculo. Escrevo isso para que os irmaos tenham uma ideia aproximada de como e
esta entre os povos nao alcancados dentro da janela 10.40.
Comprei umas mudas de arvores para plantar no quintal da casa, durante o verao nao tenho sombra
por perto por isso colocarei um baoba e uma pe de goiaba para fazer uma sombrinha camarada.

Este mes depois de dois anos aqui em Burkina estarei indo fazer uma visita a um amigo que trabalha no
Niger entre os Shonghais, estejam orando para que tudo corra bem e segundo a vontade de Deus.
Quero que este seja um tempo de refrigerio para todos as quais fazem parte de meu trabalho aqui.

Pedidos de oracao ;

1- Orem para que o Senhor concretize com paz e seguranca todo proscesso de colheita a qual iremos
realizar.
2- Preciso de oracao durante este tempo de viagem ao Niger.
3- Por Belko um velho que estou orando pela sua cura, ele sofre de uma doenca nos pes.
4- Continuem a orar pela vida do Adama. O ex lider mulcumano que esta com cancer.
5- Por uma boa com os mantenedores deste ministerio.

No amor Daquele que jurou por si mesmo abencoar os povos da terra.


Cristiano Carneiro da silva.
BP 112 Djibo Burkina Faso



GARIBUS
OS MENINOS DE PLÁSTICO DO ISLÃ

O que acharíamos se encontrássemos centenas de crianças entre 05 a 15 anos nas ruas, sem utilizar drogas, sem armas, sem bastões para fazerem marabalismos nos sinais de trânsito. Pelo contrário, munidos de marmitas, um pedaço de madeira com textos alcorânicos em árabes e, olhos cansados de ler sobre a luz da fogueira até altas horas da noite.

Existe uma grande diferença entre os meninos de rua do Brasil e os que costumo receber na minha lojinha que abro no mercado de Djibo todas quartas, onde faço evangelismo . Foi observando os mesmo que nasceu este artigo: Garibus os meninos de plástico do Islã.

Na vila que trabalho atualmente depois das vacas e ovelhas o que mais encontro nas ruas empoeiradas são os Garibus , termo em árabe para os pequenos discípulos do Islã. Substituirei o termo Garibu pela sigla M.P.I (Meninos de Plásticos do Islã) criei essa sigla devido à resistência e elasticidade e durabilidade destas crianças. Dormem em qualquer lugar, comem o que tem, se ficam doentes são curados ou morrem sem ajuda de médicos.Então exclamei: são de plásticos! Comecei a ter contato com os M.P.I assim que cheguei aqui em Djibo, todas as noites uma voz triste e apagada gritava na escuridão palavras de bênçãos e súplicas por alimentos em fulfulde tais como:

Allá hokke cella – Deus lhe dê saúde
Allá windu baradi – Que Deus escreva uma benção
Allá beydu jam – Que Deus ajunte a paz
Garibu Alsilaami – M.P.I do islamismo
Hokaram Nyiri, Maaro etc – Me dê pirão de milho, arroz etc.

No início foi difícil dizer algo para os M.P.I que chegavam a minha porta, pois o conhecimento da língua era limitado, hoje sei que quando não temos nada para dar ou mandá-los embora basta dizer Allá Newu (Que Deus providencie para você) nunca um M.P.I vai olhar nos seus olhos e dizer algo, eles sentem vergonha a escuridão da noite proporciona o esconderijo perfeito para as frases de agradecimento que citei acima.





ORIGEM DOS M.P.I

Segundo Yakuba um fulani que me auxilia no estudo da língua, os M.P.I não são citados no alcorão (livro sagrado do Islã) Mohamed nunca ordenou que um grupo de crianças fosse ensinado nas condições mais precárias possíveis para ser um mulçumano no futuro.

O líder dos M.P.I segundo a tradição islâmica local é o Marabu uma espécie de professor que utiliza métodos arcaicos para o ensino do alcorão, a ponto de maltratar as crianças caso citem um texto errado. Um dia escutei de um Marabu na rua discutindo com um cristão as vantagens que tinha em ser um M.P.I, ele afirmou que se caso a Criança crescer no nível de Árabe ela poderia ir para o Egito. O mesmo Marabu afirmou que cada família que envia um de seus filhos para estudar o alcorão Allá abençoará e prosperará sua descendência no presente e porvir.
Como isso todos os verões período mais quente do ano aqui no Sahel (45 C) centenas de crianças do sexo masculino chegam a Djibo vindo de vários vilarejos distantes às vezes cerca de 150 km para se engajarem nesse estudo em média de três meses.

Muitos caminham a pé esta distância entre desertos e matas para chegarem aqui não se importando com a dureza e os perigos que às vezes alcança-os.

O DIA A DIA DOS M.P.I

Fajiri em árabe trata-se do período entre 6:00 às 9:00 horas da manhã nesse período eles já estão de pé até mesmo antes para fazer a primeira oração mulçumana do dia, o segundo passo do dia é sair de casa em casa ou ir ao mercado mendigar alimento usando o nome de Deus. Em Djibo o que resta da janta é usado como café da manhã para a maioria das pessoas então; mais uma vez eles terão o que comer.

Durante à tarde é livre até às 15:00hs quando devem recomeçar suas atividades de oração e leitura do alcorão. Em certo aspecto à tarde é um pouco “livre” sendo o momento de buscar madeira para a esposa do líder fazer a comida,vale salientar que eles não participarão dessa refeição;o trabalho continua onde eles passarão a vassoura no quintal da escola e preparará o fogo para a longa jornada noturna que começará em seguida quando o Sol deitar. Outros vão tomar banho no rio próximo e lavar suas vestimentas.

Laasara é o momento do dia entre 17:00 às 19:00hs a escuridão chega e um novo mundo se abri para os M.P.I é hora de procurar algo par forrar o estômago e sobreviver mais uma estafante noite de estudo do alcorão. Todos os pequenos restaurantes de estrada que são típicos aqui na África são lotados de M.P.I que esperam um resto de comida para escapar mais uma noite. Muitos ganham o Hirande (Janta) como o prato principal do dia, isso se forem sucedidos na busca.

“ FELIZ AQUELE QUE PEGAR OS FILHOS
E OS DESPEDAÇAR CONTRA A ROCHA. “SL 137:9”.

Conclusão

Hoje entendo um pouco mais sobre os M.P.I. O que posso fazer? E como podemos mudar esse quadro tão triste a qual somos confrontados? Não é só em Djibo mais em todas as vilas do Sahel encontraremos crianças como as que descrevi aqui. Se perguntarmos para um deles: Qual é seu herói preferido? Eles em uma só voz pronunciarão o nome de Osama Binladen. É o único exemplo de vida que os mesmos tem para seguir pois nunca ouviram falar de Jesus Cristo. Mais do que missionários eles necessitam de alguém que os amem da forma que são e nas condições que vivem. Paciência é uma arma importantíssima entre os que profitam algo entre estes meninos pois, vários são escravizados pelos Marabus chegando a sacrificarem sua própria vida pelos líderes. Caso algum venha a se converter aqui teremos que ter uma estrutura para dar um apoio e discipulado isso requer tempo e paciência.

Temos recebido em nossa casa alguns M.P.I para um estudo do antigo testamento através de cassetes e livros ilustrados ajudando a memorização. Ao retornarem para o vilarejo serão confrontados com a família e se encontrarem algum cristão terão a oportunidade de se congregarem e compartilharem o que aprenderam sobre Moisés, Abrão e Jesus.

Acredito que este artigo servirá de alguma forma para mudar a situação dos M.P.I e orientar a igreja brasileira e os amantes de missões em direção a intercessão que toca o coração de Deus e movimenta sua mão em direção as crianças as quais pertencem o reino de Deus, como Jesus disse em suas palavras.

Meu desejo é ver um dia os M.P.I no céu vestidos com vestes brancas e não mais rasgadas, cantando um novo cântico e não com lamentos com palmas nas mãos em vez de tábuas de madeiras, encontrá-los no céu com um sorriso e um rosto transformado a qual não expressarão tristeza nem dor.

Cristiano Carneiro da Silva


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