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Transito em Ouaga – Quem se aventura ¿
Penso que depois da Índia e suas ruas cheias de animais, motos, carros e tudo que você possa imaginar Ouagadougou a capital de Burkina Faso, vem em segundo lugar. O negocio é que um pedestre andando parece alguém de bicicleta, já o que vai de Velo(bicicleta em Francês) tomar o ar de quem dirige uma Moto, o ciclo continua pois o individuo da moto pensa que é um carro e por fim o Zirga (Carro em moore) não circula mais voa como um avião e por ai vai o ciclo da violência nos asfaltos esburacados da grande Ville. Conduzindo aqui você aprende que sinal laranja e vermelho é a mesma coisa, uma vez que você passe o laranja o guarda queira te complicar ele tem o direito de pegar seu carro ou sua moto enviando-o para prisão. Já o verde significa sair de segunda macha com toda velocidade e fumaceira possível lembrando o filme dos velozes e furiosos. A desculpa que os Burkinabes dizem para justificar as imprudência e conseguirem subornar os guardas de transito é que: Ninguém obedece mesmo e estamos sempre atrasados, outra que cada vez que paramos consume o combustível etc...
Enquanto escrevo este artigo encontro-me num café de rua típico daqui com duas mesinhas e um par de cadeiras onde todos são bem vindos, aproveitei que a minha moto ainda não foi reparada, tirei uma foto para anexa a este texto e continuei a escrever num lugar que tenha apoio nesse caso a mesa do Café (que ajudou espantar o frio das manhas aqui durante estes meses de ventos e poeira) Refleti comigo mesmo os meses de Novembro e Dezembros foram marcados pelos cartazes da luta contra o excesso de velocidade e a redução no numero de acidentes, tudo esta ligado com o pensamento do próprio africano onde Jeitinho e pouco comparando com nosso jeitinho brasileiro. O maior desafio é vencer tradição de levar tudo encima, cabra, galinhas , vaca, sofá, geladeira, sacos de arroz,gente etc... a lista é imensa e bem criativa.
Com o tempo aprendemos as regras invisíveis do código de transito daqui, por exemplo: quando quiser fazer o sinal para o lado que deseja virar basta colocar a mão, para alguns ciclistas o pé serve de freio (olha, olha são as frases de freio) para variar não usa-se retrovisor e o mais importante é esquecer a regra de preferência a direita nas linhas livres da estrada.
O comercio de venda de motos PUCCU NJAMDI (Cavalos de ferro em fulfulde) só tende a crescer, as motos mais utilizadas aqui são as modelo HONDA BIZ que existe no Brasil. Também existe outra moto de 125 com 4 velocidades que os fulani amam conduzir, é a SANILI também usada pelos comerciantes MOUSSIS que são os donos do RAAGA(mercado em Moore) enfim inacreditável como tem pessoas que não tem onde morar mais são certas de guardarem suas motos do ultimo momento do lado da Oca de palha
Uma dica para os ´´marinheiros´´ de primeira viagem aqui é dirigir por você mesmo e pelos demais, prudência é pouco quando sabemos que qualquer hora alguém pode passar o sinal e se esbarrar com você na próxima esquina.
Ouagadougou - 20.12.2009
Cristiano Carneiro
OS NOVOS PIRATAS
Nas águas do golfo, entre Somália e o Yemen, vários barcos são atacados por parte de somalianos armados. Estes ``novos pitaras´´ pegam os tripulantes e os fazem de reféns em troca de armas e dinheiro. So no primeiro semestre de 2009, 114 ataques foram feitos e 29 navios pegues pelos piratas ao longo da costa somaliana, que se estende por

I- O começo, uma reação contra a pesca industrial
Tudo começou em 1990 com a queda do regime de Syra Barre. Depois a Somália não foi mais um estado direito, por que não tinha um governo central. Esta situação permitiu que certos navios estrangeiros de virem impunemente navegar nas costas somalianas. Os dejetos tóxicos e os grandes pescadores japoneses e coreanos virem fazer a pesca sem autorização. Estes pescadores industriais podiam capturar numa noite o equivalente de um ano de trabalho para os pescadores locai. Foi o que alegavam os pescadores somalianos. Em reação a isso alguns começaram a atacar e a cobrar ´´taxas´´ aos barcos industriais afim de ganhar algo para as necessidades diárias. Mais pouco a pouco , o movimento mudou de objetivos e o numero de piratas aumentou. De dezenas que iniciaram ; eles são hoje 1.100 indivíduos bem armados e perigosos.

II- Fusis , complices e ligações satélites
Antigamente , quando falávamos de piratas a imagem que vinha a mente era de : Homens barbados , uma bandana vermelha na cabeça, espadas longas e afiadas, navios com saídas de canhões nas janelas etc...
Hoje nas águas do Golfo D´Eden se trata de pessoas vestidas simplesmente, munidas de fusis de assaltantes ou lanças mísseis. A Bordo das pequenas embarcações rápidas, a maioria dos piratas somalianos são equipados com material tecnológico como os radares e outros utensílios de navegação modernos. Eles não se intimidam com as águas profundas e longas afim de ganharem tempo e repararem suas velas. Eles atacam também barcos com mercadorias principalmente os leves, desde que o navio é a vista eles atacam e tomam rapidamente tudo. Uma vez controlados pelas armas, o saque e rápido e o seqüestro em seguida das vitimas que serão negociadas com o passar do tempo. Eles entraram em negociação com os interessado por troca de alimento (Dinheiro) enquanto o navio é levado para a base num porto próximo.
III - Mais de 25 milhoes de dólares como resgate
Os piratas mantém vários portos que são os receptores de seus roubos, na África do Leste. Os próprios ficam de escuta nos radares dando a localização e mudança dos alvos. Em novembro de 2008, os piratas conseguiram conquista o maior navio de todos ate então seqüestrado : O Sirus Star um supertanque de
VI - Rotas internacionais
Apesar dos assaltos a alto mar os navios não querem deixar de percorrerem esta tora pois dando a volta pela costa seria perca de tempo e Dinheiro. E a pesca industrial e muito rentável. Face a esta situação, o pedido de certos paises qual os barcos são vitimas de ataques foi aceito pela ONU em Junho de 2008, que permite os militares estrangeiras atacarem os piratas em águas Somalianas. Esta reação internacional cooperou para a pesca de vários piratas e a liberação de reféns. Em dezembro de
Adaptado da revista Planeta Africano
Numero 101.
DOENÇA DO SONO ZZZZZZ

doença do sono ou tripanossomíase africana é uma doença frequentemente fatal causada pelo parasita unicelular Trypanosoma brucei. Há duas formas: uma na África Ocidental, incluindo Angola e Guiné-Bissau, causada pela subespécie T. brucei gambiense, que assume forma crónica, e outra na África Oriental, incluindo Moçambique, causada pelo T. brucei rhodesiense, forma aguda. Ambos os parasitas são transmitidos pela picada da mosca tsé-tsé (moscas do género Glossina).
Trypanosoma brucei.
- Reino: Protista
- Filo: Euglenozoa
- Classe: Kinetoplastea
- Ordem: Trypanosomatida
- Género: Trypanosoma
O T. brucei é um parasita eucariota unicelular cujo género inclui ainda o T. cruzi, que causa a doença de Chagas.
O tripomastígota (comprimento de 20 micrómetros), a forma activa no sangue do Homem, tem núcleo central, uma única grande mitocôndria alongada, que contém o cinetoplasto, zona com o DNA mitocondrial. Tem ainda um flagelo que lhe dá mobilidade. A sua membrana celular ondulante (devido aos movimentos flagelares) é recoberta de glicoproteínas pouco imunogénicas, permitindo-lhe passar despercebido. As formas epimastígota e promastígota (formas na mosca tsé-tsé) são mais condensadas. Contêm ainda glicossoma, grânulos ricos em glicogénio.
O T. brucei gambiense causa a variante ocidental e é menos virulento que o T.brucei rhodesiense que causa a variante oriental. O T. brucei brucei não causa doença em seres humanos, mas causa a doença nagana em alguns animais domésticos.
A glicoproteína que o parasita exprime na sua membrana é reciclado continuamente com outros tipos de glicoproteína (codificados pela família de mais de mil genes VSSA, dos quais em um momento apenas um está a ser transcrito). A mudança dos antigénios externos permite-lhe escapar largamente ao sistema imunitário, pois quando anticorpos específicos contra um tipo de glicoproteína já estão fabricados, ele já mudou o gene que exprime e a glicoproteína já é outra.
Ciclo de vida
O parasita existe na saliva das moscas tsé-tsé e é injectado quando estas se alimentam de sangue humano. Ao contrário do seu primo americano, o tripomastigota T. brucei não invade as células (nem assume forma de amastigota), alimentando-se e multiplicando-se enquanto tripomastigota nos fluidos corporais, incluindo sangue e fluido extracelular nos tecidos. Uma nova mosca Glossina é infectada quando se alimenta de individuo contaminado. Ao longo de cerca de um mês, o parasita assume várias formas (epimastigota principalmente) enquanto se multiplica no corpo da mosca, invadindo finalmente as glândulas salivares do insecto (as moscas vivem cerca de 6 meses).
Epidemiologia
A doença do Sono ocorre apenas em África, nas zonas onde existe o seu vector, a mosca tsétsé. Não existe na África do Sul nem a norte do deserto Saara. Haverá cerca de meio milhão de pessoas infectadas em cerca de 40 países africanos.
A subespécie gambiense existe apenas a oeste do vale do grande rift africano, nas florestas tropicais, sendo um problema grave em países como os Congos (antigo Zaire), Camarões e Norte de Angola. A transmissão é principalmente de humano para humano, com menor importância dos reservatórios animais. As moscas transmissoras são as Glossina palpalis, que se concentram junto aos rios, lagos e poços.
A subespécie rodesiense existe a leste do grande rift, principalmente na região dos grandes lagos, nas savanas: Tanzânia, Quénia, Uganda e Norte de Moçambique. Os antilopes, gazelas e animais domésticos são reservatórios importantes do parasita. Transmitido pelas moscas Glossina morsitans.
Progressão e sintomas
Após a picada infecciosa, o parasita multiplica-se localmente durante cerca de 3 dias, desenvolvendo-se por vezes uma induração ou inchaço edematoso, denominado de cancro tripanossómico, que desaparece após três semanas,
O parasita dissemina-se durante 1-2 semanas (T. gambiense) ou 2-3 semanas (T. rodesiense) da picada pelo corpo do doente. O T. gambiense produz muito mais alta parasitemia que o T. rodesiense. Os sintomas são todos durante as fases de replicação ou parasitémia. Os parasitas multiplicam-se no sangue, a maioria com uma mesma glicoproteína de membrana. No entanto alguns poucos trocam a glicoproteína por outra de dentro do seu leque de 1000 genes para essas proteínas, num processo aleatório. Quando o sistema imunitário produz anticorpos específicos contra a glicoproteína dominante, a maioria dos parasitas é destruida, mas não os poucos que, por acaso já tinham trocado a glicoproteína que usam. Os sintomas cessam, mas os parasitas com a glicoproteína diferente não são afectados pelos anticorpos produzidos e multiplicam-se, gerando nova onda parasitémica e de sintomas. Então são produzidos novos anticorpos contra a nova glicoproteína dominante, que mais tarde são eficazes em destruir a maioria dos parasitas excepto aqueles poucos que já trocaram novamente a glicoproteína que usam, e assim por diante. O resultado são ondas de multiplicação e sintomas agudos que vão aumentando até originar sintomas do tipo crónico, após muitos danos. A grande quantidade de anticorpos produzidos leva à formação de complexos dessas proteínas, que activam o complemento e causam também directamente danos nos endotélios dos vasos e nos rins. Os danos nos vasos geram os edemas, e microenfartes no cérebro, enquanto a anemia é devida à destruição acidental pelo complemento dos eritrócitos.
Os sintomas iniciais e recorrentes são a febre, tremores, dores musculares e articulares, linfadenopatia (ganglios linfáticos aumentados), mal estar, perda de peso, anemia e trombocitopenia (redução do número de plaquetas no sangue). Na infecção por T. rodesiense pode haver danos cardíacos com insuficiência desse órgão. Há frequentemente hiperactividade na fase aguda.
Mais tarde surgem sintomas neurológicos e meningoencefalite com retardação mental. Na infecção por T. gambiense a invasão do cérebro é geralmente após seis meses de progressão, enquanto o T. rodesiense pode invadi-lo após algumas semanas apenas. Sintomas típicos deste processo são as convulsões epilépticas, sonolência e apatia progredindo para o coma. A morte segue-se entre seis meses a seis anos após a infecção para o T. gambiense, e quase sempre antes de seis meses para o T. rodesiense. O Trypanosoma brucei é um dos parentes do Trypanosoma cruzi (causador da Doença de chagas).
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é geralmente pela detecção microscópica dos parasitas no sangue ou líquido cefalo-raquidiano. Também se utiliza a inoculação do sangue em animais de laboratório, se a parasitémia for baixa, ou a detecção do seu DNA pela PCR.
Na fase aguda, o tratamento com pentamidina é eficaz contra T. gambiense, e a suramina contra T. rhodesiense. No entanto a resistência é crescente a estes fármacos. Na fase cerebral, já poderá haver danos irreversíveis. É necessário usar o tóxico melarsoprol, que mata sem ajuda do parasita 1-10% dos doentes, ou no caso do T. gambiense, a eflornitina.
A doença do sono é considerada como "extremamente negligenciada", pela DNDI, basicamente porque afeta principalmente os muito pobres, em áreas igualmente pobres.
Prevenção
As Glossina, ao contrário de quase todos os outros insectos que picam humanos são mais activas de dia, logo dormir em redes apesar de aconselhado, não protege tanto como protege contra malária, cujo mosquito é nocturno. É necessário usar roupas que cobrem a maioria da pele e sprays repelentes de insectos. O uso de aparelhos coloridos eléctricos que atraem e matam as moscas é útil. A destruição das populações de moscas é eficaz para a erradicação da doença.
Fonte
www.wikipedia.org
O Salomao que comeu melanci e Passou mal - Novembro - 2009
Out / Nov – 2009
Aos fies companheiros deste ministerio a Paz do Senhor. Neste e-mail gostaria de compartilahr como os amigos sobre tres coisas que vivenciei durante o mês de Outubro, sao elas :
1- Suleymana (o Salomão que comeu melancia e passou mal – nas lixeiras (Tampuy ))
2- Com quantos tijolos se faz uma casa sem madeira ¿ Lucas 14 :28-30
3- Handelay a prisão das vacas
Uma tarde na minha aula de Morê, lingua oficial de Burkina – Faso, perguntei ao Seydu meu instrutor o que significa Tampuy (nome do bairro que moro). Ele disse que tampuy significa Lixeiras, cocei a cabeça e perguntei em francês onde se coloca lixo é ¿ - sim isso mesmo respondeu o linguista. Voltei para casa meio triste com a idéia que moro na lixeira, ate que encontrei o Gueta Wend, o lider da associaçao plena de amor por Agir a qual eu e minha esposa fazemos parte, perguntei pelas crianças que ele trabalha recuperando e ensinando uma profissão uma vez que ele é carpinteiro. Três das crianças estavam bem, mais dois não, o Suleymana ( sig. Salomão em português) estava com dor de barriga e uma grave infecção por causa das sobras de melancia que o povo deixa nas ruas de Tampuy (lixeira). Logo pensei que Suleymana estava sendo provado pois desde que entrou na associação todos da visinhança haviam o rejeitado, pois começou a se envolver com a marginalidade e vagabundagem local, o próprio visinho que é mecânico e crente havia enchido o Suleymana de tapa por suas maus palavras proferidas como insulto a sua pessoa e seu aprendiz de mecânica. Mais por causa de Suleymanas que o Filho de Deus nos enviou aqui, e ainda mais Ele mesmo foi para a Cruz e derramou todo sangue por pequenos delinguentes como Suleyi. Na semana do ocorrido eu tinha dado aulas de Higiene Bucal e ensinado as crianças a escovar os dentes, pois nem isso elas sabiam até o presente momento. Aproveitei a deixa para falar de como a nossa boca foi criada para louvar a Deus e bendizer o nome do Grande Criador (Wennan em Moré), Suley estava la com os olhos cheio de remela e com sua escova dentro do copo de plastico que haviamos dado. Gueta Wend testemunhou que o único que lembra de orar na hora das refeições e devocionais quando eles se esquecem é Suleymana. Algo começou a mudar na vida deste pequeno que o Senhor Criou para ter uma vida e uma vida em abundancia. Refletindo, vi que é isso que satanás deseja manter as crianças nas lixeiras da vida e comendo as vães filosofias e ensinamentos demoníacos de nossos dias, não só aqui em Burkina mais em todo mundo, concerteza haverá um Suleymana do lado de sua casa que mesmo que não coma melancia e passe mal, esta cheio de idéias erradas sobre Deus e os Crentes, por falta de alguém que lhes ensine. Que o Senhor nos direcione e nos ajude a encontrar os não alcançados em nossa Geração.
Um dito Brasileiro diz com quantos paus se faz uma canoa¿ Pensado bem com respeito a minha casa queria saber com quantos tijolos se faz uma casa sem madeira¿ como Burow (cidade onde vamos morar apartir de 2010) se encontra banhada pela areia do sahel, fazendo fronteira com Mali encotrar madeira ali é um desafio. Foi assim que pensamos construir nossa casa ou melhor pelo menos nosso quarto sem madeira e ultilizar a tecnologia egpcia de construção, existe um projeto chamado (Maison sans Bois) que apenas com tijolos de barro constroem uma casa que durante o calor do sahel (41 graus) fica termicamente adptável a temperatura local. Assim nesse mês de Novembro devemos dar inicio a esta construção, queremos contar com vossas orações e contribuição para que a casa seja concluida na Paz é por isso que temos sentado e analisado tudo como disse Jesus em Luc 14 :28-30. ao todo será empregado uns 1.500 reais segundo o que me informei com o Pastor Paulo, que além de ser Moussi de outra Tribo fala bem o Fulfulde e estará nos ajudando nesse proscesso.
Nossas Caminhadas de oração aos domingos no Bairro fulani continuam conforme haviamos informado, começamos de forma bem simples. Saiamos orando e onde havia uma vaca presa paravamos para comprar leite e conversar com os moradores, compramos leite e enquanto o povo tira o leite da vaca conversamos sobre assuntos religiosos com os fulanis que cerca o lugar e marabus (pedintes mulçumanos e enganadores que se dizem mestre do alcorão) que se agarram a mesquita central do Bairro. A Mesquita que os irmãos veem na foto em anexo foi fundada pelos mulçumanos do Kwait, ali existe uma concentração considerada de fulanis e mauritanios que oram e pedem na porta da mesquita. Muitas senhoras que perderam as casas nas grandes chuvas do primeiro de setembro também estão ali para ganharem uma pontinha e começarem uma nova casa, enfim é um momento de orar e esta ali sorrindo para os refugiados fulanis que deixaram seus vilarejos para ficarem ali preso pela mesquita em plena capital de Burkina Faso. O único problema é que as vaquinhas devem ficar presas se não o transito pararia de vez, outro detalhe é que cada vez mais o povo se amontoa e o bairro vai ficando sem espaço entre homens e animais. Fazer o que¿ dizem ser fulani é ter uma vaca e ter uma vaca é ser fulani esta altamente ligado, sorri para um deles e falei sobre a nossa fé na Biblia e de como oramos sem esta preso a rituais. Espero que o Senhor esteja amolecendo os coracões dos que escutam a Palavra de Deus ali através de nossas vidas.
No amor Daquele que Jurou por si Mesmo que Abençoaria todos os povos da Terra ...
Cristiano Carneiro e Elimercia
www.terrasvazias.blogspot.com

ProJeto Verao sem Medo - 2010
1- Descricao do Projeto
O projeto CSM (Ceedu sem medo) foi criado para trabalhar com as criancas fulanis do norte de burkina faso durante o verao (trad.ceedu sig. Verao). Sera desenvolvido durante os meses de fevereiro – Abril, onde receberemos criancas e Orfaos adoslencentes que queiram ser alfabetizados na lingua tribal (fulfulde) e tambem receberem informacoes sobre os livros santos (Tawreta, Zabura, Linjil) Pentateuco, Salmos e Evangelhos.
O projeto surgiu quando um homem fulani disse que poderia dar seu filho para um branco ensinar ele ler e escrever na lingua tribal e ainda adquirir conhecimento dos santos livros.
Particulamente levei um susto pois a maioria dos fulanis nao gostam de enviar seus filhos para a escola, e sobre tudo onde um branco (missioanrios) estariam ensinando. Vi que Deus estava trabalhando nos coracoes endurecidos dos pais de familia fulanis que por seculos viveram sem conheceimento da verdade.

2- Um projeto a curto Prazo.
Por si tratar de um povo semi nômade este projeto terá uma duração de apenas três meses, pois depois de maio as chuvas começam a cair aqui no sahel Africano e os pais e familiares devem sair para os campos visando ganhar o precioso milho típico. (Gawri)
a- Os participantes viverao numa casa tipica chamada Buuguro. A casa sera feita ao lado da minha e parece com uma oca de índio do Brasil, a diferenca e que será mais segura e estruturada para o calor que será alto nesses meses do ano.
b- Vida em comunidade, de inicio desejo começar com cinco pessoas que Deus enviara. Terão que compartilhar a mesma casa,comerem, estudarem ,trabalharem e crescerem no conhecimento do Senhor juntos. Assim conseguirão ver o quanto o individualismo a qual são levados durante toda vida e terrível e o quanto Deus deseja que contamos com a ajuda do próximo.
c- Professor Fulani ensinando na língua do coração o Fulfulde. Por se tratar de um projeto de curto prazo Deus tem providenciado um ex-marabu (ex-lider islâmico) que se converteu durante o tempo de nosso trabalho de evangelismo e discipulado, seu nome e Adama. Ele tem experiência pois antes ensinava os alunos do alcorão quando era líder mulçumano no passado, agora convertido creio que o Senhor usara sua vida para influenciar e ensinar na verdade do Senhor. ( esse era o plano inicial mais o Professor passou para o Senhor ano Passado, estamos orando por um novo) Os fulanis são mais amarrados ao islã que os demais povos do Sahel africano, eles foram os primeiros missionários do islamismo aqui no sahel. Alguns pais quando os filhos completam (10-15 anos) costumam enviar os filhos para que os marabus ensine a tradição alcoranica. As crianças fulanis por sua vez não oram regulamente e alguns dizem que elas não são mulçumanas. Será justamente nesse intervalo de idades e crescimento antes de adquirirem conhecimento da finatawa (tradição ) e que eles terão a chance de conhecerem a verdadeira religião que Deus nos ensina na Bíblia.
3- Resultados e Gastos do CSM
O alvo sera ver os alunos retornando para seus vilarejos e compartilhar com os familiares o conhecimento adquirido nos 3 meses, assim eles lerão as escrituras na própria língua e serão testemunha viva para seus amigos. Apos tres meses terao sido alfabetizados na sua própria língua e terão conhecimento sobre a religião cristã.
Os materiais tais como cadernos, lápis, lousa, e pagamento do professor entrarão para gastos deste projeto.
Ao todo com alimentação e acomodação saira em tonos de 500 dólares .
Segundo o curso do desenrolar do projeto estarei mantendo os amados informados de tudo.

I- Estabelecer confianca.
1- Um agente de mudanca aceito como co – Cristao.
2- Agente de mudanca participando dos eventos importantes a comunidade e pessoas tais como : Batismo, festa, enterro, casamento etc…
3- Se engajar nas discursoes espirituais pessoais.
4- Distribuir e imprimir literatura que desperte interesse.
5- Um agente de mudancas considerado pela comunidade como um homem piedoso.
6- Aceitar de inicio o nome Iissa como Profeta.
II – Se engajar numa discursao espiritual sobre problemas espirituais pessoais.
1- Participar dos estudos em grupos de Busca ;
2- Estudo dos livros santos.
3- Exprimir um desejo de conhecer a Deus.
4- Compreender o pecado como uma condicao de Rebeldia.
5- Exprimir um desejo e necessidade de ter um coracao novo da parte de Allah.
6- Manter-se firme na compreensao de que Iissa e o profeta de Deus.
III - Se engajar numa profunda busca para melhor conhecer Allah e receber sua bencao.
1- Confianca desacreditada nos objetos,lugares,pessoas qyue possuem algum poder.
2- confianca em Allah para ser livre do medo das forcas do mal.
3- Desejo de fazer parte do povo especial de Allah, que se prepara para os ultimos dias.
4- Se engajar numa vida de oracao cotidiana e significativa.
5- Confianca em Iissa como o poderoso sobre as forcas do mal.
6- Confianca em Iissa como o mediador do ultimo dia.
Curiosidades


Este é um típico pastor fulani, e o pedaço de madeira trabalho em baixo na foto é justamente o AKALAAWAL usado para dar comida aos animais. Seria o lugar onde Jesus Nasceu, na manjedoura.

Outubro - 2009 Carta atual
Assuntos da carta deste mes :
· Termino do ‘Conexions’ (primeiro livro)
· Entrada na W.H (Horizontes Mundial)
· Auxilio ao Projeto de Cabras – parceria
· Mudança de e-mail : terrasvazias@ntlworld.com e pagina na net http://terrasvazias.blogspot.com/
Graças a Deus chegamos ao fim do primeiro livro ‘Conexions’ método de francês que ‘Aliança Francesa’ ultiliza nas aulas, o progresso da minha esposa tem sido proveitoso. Hoje ela pode ir sozinha na feira fazer as compras em Frances, dar uma informação, se localizar, e se forçar um pouquinho pode dizer o que veio fazer aqui em Burkina Faso. Foram doze lições que assim como uma escadaria foram vencidas degrau a degrau. O próximo passo será estudar durante os três meses, antes de nossa ida para o norte de Burkina, numa escola de lingua duas vezes por semana e continuar tendo aulas no Conexions livro dois comigo em casa.
Como já havia informado aos irmãos na carta passada, junto com Elimércia haviamos feito um pedido para nos unirmos a Missão Horizontes Mundial, assim depois de meses de conversa como os reponsáveis aqui, fomos aceitos. A missão já trabalha no Sahel há anos com os povos não alcançados, e fornece uma cobertura Espitirual e logistica em todo processo dentro da Janela 10-40, fora nosso acompanhamento a uma equipe a qual prestamos contas a liderança e marchamos juntos para o que o Senhor deseja que façamos aqui, que é servir ao reino de Deus.
Neste mês recebi a visita de um amigo do projeto a qual fiz parte quando estava no Brasil, ele esteve aqui durante duas semana aproximadamente para implantação de um projeto de Cabras. Como cabras é um dos trabalhos dos fulanis , tivemos que viajar até a tribo para realizar a compra dos bichos, que serão usados no futuro para nutrição de crianças desnutridas e também para ajudar os fulanis que se converterão, por causa da perseguição geralmente perdem seu trabalho e são expulsos de casa, sem ter o que fazer sofrem até se reitegrarem a sociedade. Então as cabras darão cobertura em vários aspectos do ministério no futuro. Um irmão do Brasil, dono da Jumbitos foi quem idealizou e financiou a compra das cabras, e o pastor Nivaldo veio dar o ponta-pé incial, esperamos que as cabras venham ser de leite e oramos pela multiplicação no futuro das cabeças que ficaram sobe a responsabilidade do Kunjam um fulani convertido que mora no norte do País.
Apartir dessa carta meu e-mail que antes era o terrasvazias@hotmail.com estará sendo mudado para terrasvazias@ntlworld.com e a página para ler e ver as fotos de nosso trabalho aqui e máterias extras, sera a seguinte : http://terrasvazias.blogspot.com/ esta e minha página na net.
Motivos de oração :
1- Pelos burkinabes que estão sem casas devido o dilúvio de 01 de setembro. Muito se tem feito e doações chegaram de todos os lados, esperamos que mais que alimento o povo esteja consciente que precisam de um lugar seguro pois a chuva se repetira a cada ano.
2- Agradeça a Deus pela boa aceitação da missao Horizontes Mundial em abrir as portas para nossas vidas.
3- Por nosso seguro de vida que deverá ser feito até Janeiro de 2010, uma vez que estamos num país de risco, o correto é pelo menos termos o seguro indicado pela missão. Precisamos de 2.500 reais.
4- Pelo aprendizado da lingua francesa, que Elimércia venha se destacar nesses três meses que restam de estudo aqui na Capital, vindo a pegar uma ótima fluência que ajudará no processo de aprendizado da lingua tribal entre os fulanis.
No amor daquele que Jurou por si mesmo que abençoaria todos os povos da terra....
Cristiano e Elimércia
CARAVANA DA MORTE UMA IDA SEM VOLTA

antes da entrada do Deserto de Bilma que se situa-se ao extremo norte do Níger. Se não fossemos missionários diríamos que foi o destino que fez que depois de vários dias de viagem e cansados do caminho tivéssemos o privilegio de encontrarmos a Caravana da Morte em ponto de montar todo o esquema de Bolsas, colchões, comida, garrafas, pneus, ferros para desatolar o caminhão, roupa etc. Como meu Francês era bem limitado apenas perguntei Vocês estão indo para onde (Vous allez oú) logo fiquei sabendo o destino e a causa. Quando cheguei a Agadez entendi o preço das mercadorias que vinham da Líbia e a do País local (Niger) a diferença de preço era notória. Pensei comigo mesmo se valia apena arriscar a vida e tudo que se tem para ir ate a Líbia comprar mercadoria¿ a mesma coisa passou na minha mente será que eles sabem que saímos de bem mais distante Inglaterra passando por vários paises num caminha para chegar ao Niger apenas por causa de uma ordem de mais de 2000 anos¿ quem são os mais corajosos a caravana da morte que estava indo a Líbia ou a da vida que estava entrando no deserto do Saara louvando o nome do Senhor para que todos vejam a Gloria do Deus que criou toda a areia que empreguinava nossas vidas naquele momento¿
Alguns morrerão no caminho que sempre esta cheio de armadilhas, tais como:
· Falta D´água potável
· Policiais
· Força de rebeldes
· Areia que torna o caminhão lento, levando-o atolar
· Qualquer erro de estrada pode fazer a viagem levar dias etc...
Quando chegamos no ponto mais difícil da viagem vindo da Líbia pelo norte do Niger, a Arvore do Teneere foi a nossa salvação, lá tem um poço onde os viajantes param para uma abastecida nos Bidons ( um pequeno barril de 20 litros de Plástico) a providencia chega e podemos continuar a viagem. A Arvore não esta mais no lugar, pois se encontra no Museu de Niamey, mais os viajantes que chegam a tal ponto são gratos pela orientação da arvore de ferro e os pontos de direção para o viajante da caravana.
Alguns Nigerinos nunca voltarão ao seu país de origem e permanecerão em Trípoli, ou tentarão entrar em algum pais da Europa passando pela Tunísia. Outros mais ousados e acostumados irão retornar com o caminhão cheio de Couscouz, Açúcar, sardinha, sal etc. ...
Os homens de turbante continuaram a estrada ate um dia encontrar o verdadeiro caminho que levara a ganância e todo o engano de uma vida melhor ao ponto Maximo que é a salvação das próprias almas, pois o que adianta o homem ganhar o mundo e perder sua alma... Quem esta disposto a subir no caminhão para uma viagem que eles podem encontrar a vida¿ Quem há de ir ¿ a Janela 10.40 tem muito desafios os quais nos não temos idéia, onde estará sua parte nessa Caravana¿ pode podemos a questão é se vamos ou não deixar Deus nos Usar. Ouagadougou – 14-09-2009
Africa Paises Faceis e Dificeis
Fáceis e difíceis.

Depois do15 de Agosto, o ministério francês de negócios no estrangeiro trouxe uma nova classificação dos postos diplomáticos e consulares no mundo, em função das dificuldades de condição de vida locais, tendo em conta o nível climático e sanitário, assim como a Pressão diária e o rigor do regime nos paises, juntamente com os riscos de terrorismo, liberdade de expressão e informação. A permanecia dos diplomatas e consulados dependem dessa nova classificação.
Os 53 Paises Africanos ficaram mal posicionados, por que 5 paises entre os 74 considerados normais e fáceis são africanos, são eles: Botsuana, Marrocos, Maurice, Senegal e a Tunísia. Não mais que 27 Paises aparecem entre os 73 respeitados como difíceis. Nós encontramos notavelmente, África do Sul, Benin, Burkina Faso, Camarões, Costa do Marfim, Egito, Etiópia, Gabão, Gâmbia, Madagascar, Mali, Mauritânia, Níger e o Togo.
Os 21 paises restantes se encontram no grupo de 48 paises onde as condições de vida são particularmente rigorosas, Entre eles estão: Algeria, Angola, Burundi, os dois Congos, As três Guines (Conacri, Bissal e Equatorial), Libéria, Líbia, Ruanda, Serra Leoa, Somália, Sudão, Chade e Zimbábue.
(fonte Revista Jovem Africano – Agosto 2009)
CHUVA DE PRIMEIRO DE SETEMBRO - OUAGA INUNDADA

A chuva que começou a cair das 5:00 hs ate as 14:00 hs causou um numero de 150.000 desabrigados e ate agora 7 mortos, para ver o contraste este mês aqui é o do Hamadan (mês do jejum Mulçumano) será que Allah quis punir seu povo¿ fica a pergunta que não quer calar. Não seria hora de ver as vias publicas e as construções de casas de barro em lugares de risco e ajudar a população a melhor prepara-se para eventos como este¿ O INSHALAHU só serve nesse momento para dar uma esperança aos sem tetos que se encontram em varias escolas e lugares que o governo se prontificou em dar.
É tempo de recomeçar para muitos burkinabes que viram seus moveis indo pelo esgoto aberto, existiam ruas que de barco era mais fácil passar que nadando, muitos dos quais para economizarem dinheiro construíram casas de barro pois o custo seria menor e agora esta ai o prejuízo em quantidades incontáveis. A igreja em Handelay esta juntamente com as demais fazendo uma campanha de roupa, agasalhos, comida dinheiro tudo que ganhem para distribuir como os desabrigados que estão lotando os estabelecimentos públicos.
Estamos aqui na Capital como um voz profética e representante da igreja de Jesus em todo mundo, pedimos para os amigos que leram este e-mail estejam orando por nossas vidas por proteção pois com a chuva o risco de cólera aumentou tremendamente e só a mão do Pai para nos guardar, existe também falta d’água que no inicio afetou toda a população. Tivemos que buscar água no poço próximo de nossa casa para lavar roupa e tomarmos banho, a Elim
Cristiano Carneiro
Ouagadougou – 06.09.2009
Para Ganhar o que nuca se perdera.... Jul-Agost
‘‘ Nao é tolo quem deixa o que não pode guardar para ganhar o que nunca se perderá.’’
- C.T. Studd
Paz do nosso Senhor Jesus Cristo.
C.T. Studd tinha razão quando pronunciou esta frase historica enquanto estava comentanto sobre a renúncia que havia feito para se tornar missionário, ele deixou a fama de ser um jogador e milionário em sua patria para servir ao Cordeiro em India, Africa e China durante seu ministério. Lembrei desta frase quando abri meu e-mail antes de ontem e vi o que a Igreja A.D do Ceara fez , cortando meu sustento financeiro por completo. Contudo conto com os amados irmãos para recuperar a metade dos recursos que preciso para permanecer entre os fulanis e juntos levar alguns para o céu onde a ferrugem nem o fogo podem devorá-los. (...)ganhar o que nunca se perderá. por outro lado quando estive em Djibo semana passada junto com a Mércia que até então ainda não conhecia a tribo onde trabalhei três anos e meio, meus olhos se alegraram quando o Mboli um dos convertidos do projeto « Verão Sem Medo » entrou na igreja para adorar o Bon Berger (Bom Pastor), cantamos Allah Allah Haala Ma Na Weli Kam..(Deus Deus tua palavra é doce...) isso sim é ganhar o que nunca poderá se perder.
Vi que pessoas são muito mais importantes que projetos, trabalho, emprendimentos rápidos e tudo que o Ocidente diz que é sucesso. Na minha visita a Djibo depois de um ano que sai dali foi uma vitamina para as convicções que tenho em meu coração que Deus deseja a salvação dos fulanis, a única coisa que nao gostei foi não ter achado a Mimosa entre tantas vacas que vi.
Mais encontrei o filho do Adama que estava na casa onde morei em Bagadumba, conversamos sobre o enterro de seu pai (Adama ex- marabu) e como tudo se desenrolou, ele me disse que não queriam enterrar seu pai só por que ele era Crente, saindo de casa em casa Haman pediu ajuda para levar seu pai para o Cemitério mais próximo e ninguem queria ajudar simplesmente por que Adama deixou a Finatawa(Tradição fulani) Deus foi bom e uns amigos do Adama foram tocados e enterraram seu corpo.
Haman é como qualquer adolescente que perdeu seu pai e sua mãe e não tem onde ir nem onde ficar, com a morte de Adama ele se desesperou e robou uma cabra para ganhar uns trocados para visitar sesu familiares mais foi pego mo mercado de animais enquanto estava vendendo o bicho, sem escapatoria fugiu para uma cidade distante durante meses e só agora retornou para Bagadumba. Quero que os amados orem por essa vida que segundo ele me disse estava triste e envergonhado pelo que havia feito, falei para ele que nossa religião prega o perdão e que Deus aceita os que se arrependem. Que Deus mude o coração desse jovem e traga ele para o reino de luz e paz a qual seu pai viveu antes de ir para o céu.
Conseguimos uma casa numa vila aqui na capital onde vamos esta morando ate Janeiro, louvado seja Deus. Esse será o tempo que a Mércia já estará bem mais madura no francês, quero agradecer os amados irmãos que tem orado pela vida de minha amada esposa e também sua igreja em Tapanã.
Também a queremos dizer que já estamos integrados a uma igreja num quarteirão fulani chamado Handelay onde existe uma boa concentração de Fulanis que deixaram seus vilarejos e vieram morar aqui na capital, todos os domingos saimos para orar e compartilhar com amigos que temos feito. Esse mês Deus colocou em meu coração de começar uma oração em minha casa junto com os fulanis que são convertidos para que Deus liberte esse bairro e traga os demais fulanis da capital para seus pés em adoração.
Por último quero que Orem pelo processo de entrada na Missão Horizontes Mundia,l missão a qual fazia parte antes. Já tenho entrado em contato com a liderança local e creio que próximo mes darei noticias sobre o desenvolvimento do proscesso e mais informações sobre a missão, que é liderada pelo meu amigo Steve a qual morei um ano e meio em sua casa quando cheguei aqui.
No amor Daquele que Jurou por si mesmo que abencoaria todos os povos da terra
Seus irmãos Cristiano e Elimércia
Bradesco Ag : 645 C\c 1802-3
Relatório de viagem - Senegal - Mali - Burkina
Relatório de viagem – Senegal – Mali e Burkina
Saída Dakar 07-07-09 chegada Ouagadougou 21-07-09
`` Estes sinais acompanharão os que crerem`` ... Marcos 16 :17
Duas semanas de viagem pelo sahel africano foi o suficiente para limparem meus olhos e levantar todas as minhas convicçoes arrespeito do chamado de Deus para trabalhar entre os fulanis, os sinais acompanharam a nossa fé digo nosso pois sem o auxilio dos amados seria impossivel chegar em Burkina Faso. Gostaria de dividir a viagem e resumi neste e-mail afim de mantê-los informados do que Deus fez e agiu atravéz de nosssa orações.
1- Saída do Senegal
Antes de começar-mos nossa jornada de retorno a Burkina Faso, precisavamos de um visto do saída do Senegal para podermos entrar no Mali. Quando chegamos na polícia e pedimos informação do proscesso de saída do país o guarda disse que nosso passaport estava como visto falsificado e que a permissão que tinhamos de um ano no Senegal a qual conseguimos junto com as igrejas de Casamance eram falsificados e que iria para a prisão se não conseguisse provar o contrário, rapidamente liguei para o lider da missão das Assembleia de Deus de Fortaleza e o Ev. Eduardo resolveu o problema com a polícia dizendo que o erro foi da prefeitura e não da missão. Graças a Deus que pela parte da tarde já estavamos com o carimbo de saída em nossos passaportes. Essa foi a primeira intervenção divina desta viagem. Próximo passo foi pegar o visto para o Mali país visinho do Senegal e continuar a estrada de dois dias de viagem. Caso a gente não tenha nenhum problema com o onibus que geralmente fica no prego durante longas viagens, a alimentação foi feita nas paradas geralmente comíamos carne de ovelha (muito comum aqui), pão, ovos cozidos, amedoim e o que encontrávamos de comestível pela frente. Os banhos foram tomados com a ajuda do lenço umidecido para criança usado em bebês são estes lenços que tiram a poeira e onde não tem água, servem para aliviar o corpo depois de horas sentado. No onibus cabe tudo que o cidadão troucer, dai os irmãos tiram uma idéia do cheiro do ambiente, em cima foram nossas quatro malas contendo nossos livros, roupas, panelas, etc...
Dentro do onibus encontramos um mauritaniano que foi na frente ele me viu lendo um livro e se interessou para conversar, logo ele declarou com muito orgulho que em seu país não existiam crentes e só os brancos eram cristãos ali pois eles todos eram mulçumanos, falei para ele que éramos crentes e que existia gente lá mais ele não connhecia. Orei para o Senhor está guardando aquela conversa e que possa ter ficado algo de semente no seu coração.
2- Chegada ao Mali e ida a Tenenku
Chegamos na primeira cidade do Mali fronteira com o Senegal e já fomos recebidos com uma tempestade de areia com chuva logo após, tinhamos armado nossa tenda para descansarmos um pouco já que de noite o onibus não anda por causa de roubo e animais na pista, quando estavamos deitados um vento veio com areia só para nos dizer bem vindos ao deserto, saímos correndo para dentro do onibus uma hora da madrugada sem saber onde sentar-mos pois os africanos conhecedores ja haviam se instalados nas cadeiras que agora estavam cheias de terra. Nossa noite que pensavamos dormir e descansar foi por água abaixo pois tivemos que ficar no onibus ate de manhã quando foram revistar nossas malas para liberarem a viagem ate a capital, muitas senhoras fazem compras no senegal e levam para venderem no Mali por isso a polícia e bem rigorosa no controle de mercadoria. Viajamos mais um dia até a capital Bamako, e com gostinho de areia na boca chegamos a essa nação composta por vários povos e nescessitada do amor de Jesus.
Ficamos na casa de uma missionária batista onde descansamos e no outro dia seguimos para o vilarejo de Tenenku onde Sérgio e esposa trabalham entre os fulanis Masina. Esse casal fez a escola de missões comigo em Monte Verde e como estão trabalhando com o povo que estou alcançando valeu apena visitá-los para ver como o Senhor Jesus está trabalhando ali através de seus servos. Tenenku é marcada pelas águas de um represa que são abertas durante o período de chuvas, a maioria dos fulanis ali juntamente com os Bozôs (povo nao alcançado) vivem do plantio do arroz. O trabalho missionário ali é bem dificil pois são os fulanis detentores da religião mulçumana na região do Sahel, pude testemunhar ali para um senhor chamado Umaru que escutou sobre a benção de ser casado com uma só mulher e por que Deus deseja isso para o homem, aproveitei que estou recém casado e estava falando sobre o que Deus pensa para a Familia segundo Genesis cap. 1 ele nos ecutou mais só por fora pois é casado com três mulheres e de família rica, uma história bem complicada mais para os mulçumanos que desejam povoar a terra de fiéis é algo bem comum aqui.
Estivemos visitando um vilarejo de pescadores Bozôs povo não alcançado desta região do Sahel onde não existe presença de missionários nem missão, entrei com a Mércia no barco e demos uma voltinha no rio que está enchendo devido a represa e ao mesmo tempo oremos pelas pessoas que o Senhor enviará para traduzir e prega as boas novas.
Retornamos para Bamako e logo após viajamos em direção a Burkina Faso, terra a qual os amados irmãos tem coberto de orações e onde eu trabalhei durante 3 anos e meio. Desta vez a estrada estava melhor asfaltada parecendo um tapede negro de extensão até Ouagadougou o único contra-tempo foi perdermos o onibus na metade do caminho em Bobo Diolaso onde faríamos uma troca e tivemos que viajar durante a noite chegando em Ouaga, Capital de Burkina Faso, as quatro horas da manhã.
Conclusão
Tudo que viajamos não se compara como o que os antigos missionários que vieram antes de nós fizeram, temos orado e nos colocado na brecha por cada nação que passamos, por que acreditamos no poder da oração. Sou grato juntamente com minha esposa pelo apoio que temos recebido da nossa Secretaria de Missões de Icoaraci, juntamente como cada irmão que ora na sua casa diante de Deus pela vida do Missionário Cristiano e Familia. Minha vitória aqui é a dos irmãos ai em nome de Jesus.
Estamos bem e procurando casa para alugar, ore para que venhamos conseguir nas proximas duas semanas. Também estamos vendo tudo para dentro a casa, orem para que a Mércia venha ter uma boa prática e continuação da língua francesa aqui, esse é nosso alvo durante o tempo aqui em Ouagadugu.
Cristiano e Mércia
Deus Jurou por si mesmo - Escritor aos Hebreus

‘‘Quando Deus dez a sua promessa a Abraão, por não haver ninguém superior por quem jurar, jurou por si mesmo... é impossível que Deus minta sejamos encorajados nós , que nos refugiamos Nele para tomar posse da esperança a nós proposta.’’
Hb 6:13,17,18
Paz do Senhor Jesus esteja com cada um dos irmãos que acompanham este ministério. O texto acima é muito importante para o meu ministério desde quando ainda estava mobilizando as igrejas no Brasil e explicando a urgência de se fazer missões e terminar a grande comissão em nossa geração. Palavras como juramento, impossível, encorajador, posse e herança são coisas que só nosso Deus pode fazer para seus filhos no campo missionário. Durante anos este texto foi como águas para o deserto a qual tive que viver durante o tempo que passei no oeste africano, apesar das mentiras, enganos, possibilidades, insegurança etc... à qual os povos não alcançados vivem, Deus sempre revigorou meu coração com esta meditação em sua santa palavra.
· Carteira de motorista: Depois de mais de dois meses indo e vindo de Bourofaye para Ziguinchor e tendo que suportar todo o sistema senegalês de corrupção e suborno enfim aprouve a Deus conceder a carteira de motorista. O bom não é só saber dirigir, mas ter visto o operar de Deus em que passei da primeira vez pagando o preço justo (pois aqui tem dois preço), fiquei sabendo de um missionário que tentou várias vezes e sempre reprovavam no teste de condução só porque eles achavam que ele tinha dinheiro para pagar mais uma vez a taxa da prova. Daí vemos o quanto o nome do Senhor é glorificado quando nos submetemos ao que é correto diante de Deus e dos demais africanos que viram meu exemplo, agradeço a todos que oraram e confiaram.
· Retorno à Burkina Faso: Gostaria também de contar com vossas orações para o nosso retorno a Burkina, o tempo que passei aqui foi muito proveitoso para meu ministério. Nunca esquecerei do Senegal e seus desafios. O motivo do meu retorno é não ter se encaixado na forma que o trabalho é feito aqui no Sul do Senegal, visando ser bençaõ visando ser bença do Senegal. trabalho itoso para meu ministerio.lo, agradeço a todos que oraram e confiaram.tem dois preço), tanto para os povos como para minha igreja, resolvi retornar de onde já estava trabalhando.
Estaremos saindo de Dakar provavelmente final de Julho em direção a Bamako/Mali onde visitaremos um casal amigo nosso que trabalha com os fulanis e logo após como é caminho continuaremos para Ouagadougu/Burkina Faso, detalhe, todo o percurso será feito por terra precisamos de vossas orações para que Deus venha nos livrar na estrada e nos dê um bom retorno.
Motivos de oração:
1- Por nossos amigos e mantenedores que depositaram a confiança em nossa vida.
2- Por nossa Saúde. Graça a Deus estes 5 primeiros meses não tivemos tanto problema com a Saúde.
3- Pelo que Deus esta fazendo entre os fulanis, Coisas grandes e ocultas que nós não sabemos. E como estaremos participando deste trabalho junto a nosso Deus.
No amor aquele que jurou por si mesmos que abençoaria todos os povos da terra.
Cristiano Carneiro e Elimércia
Bradesco ag. 1020-0 C.C 9027-1
Missoes , Empresas e Serviço Missionario

Senegal e o Pais wolof - Jamm ak Jamm

Os wolofes constituem a maior tribo do Senegal, englobando cerca de 36 % da população. Sua predominância reflete-se no fato de que de que outros 39% dos membros de todas as tribos falam wolof, idioma cada vez mais usado como língua comercial na África Ocidental.
Naturalmente, um grupo tão amplo assim apresenta grande diversidade. A sociedade wolof, assim como a de todas as tribos do Senegal, é profundamente estratificada, havendo um sistema de castas que abrange 5 classes : os nobres, os homens livres, os artesãos, os músicos e os descendentes dos antigos escravos. O Casamento entre linhas tribais dentro de uma mesma casta é bem mais freqüente do que o matrimonio entre as castas, que é muito raro. Há poligamia em cerca de 25 % das famílias.
O Islamismo entrou no século XI, mas só houve conversões em massa com as jihades (guerras santas) do séculos XIX. Conquentemente, nesse período quase todos os wolofes tornaram-se mulçumanos e perderam quase todos seus costumes religiosos tradicionais, embora sigam uma forma de islamismo ´´ popular´´.
As missões evangélicas formam uma presença muito tímida, e pode-se dizer que a maioria dos wolofes não foi apresentada a fé cristã. Eles simplesmente não a conhecem. A iniciativa mais eficaz parece ser aquela que entra trazendo educação; assistência médica e desenvolvimento da comunidade rural. Poucos wolofes se tornaram cristãos. Há uma grande necessidades de trabalhadores que conhecem que conheçam a cultura mulçumana e que possam estar evangelizando este povo.
Como escrever carta de oracao
Introdução
Lendo o livro de James O. frase “Chuva na Montanha”, publicado pela Missão Horizontes, fui impactado com o sucesso de seu ministério vivendo anos entre os povos do interior da China onde traduziu a Bíblia para a língua do povo e criou uma escritura que levou seu nome em homenagem aos anos de esforço de sua parte.
Ao ler “Chuva na Montanha” perguntei a mim mesmo qual foi o sucesso deste trabalho¿ e os fundamentos de um ato tão notório de criatividade e vida espiritual diante de tantos perigos em meio à solidão aguda vivida por James O. Frase¿ A resposta estava na comunicação que James tinha com seus cooperadores na Inglaterra. Papel, tinta, suor, criatividade, esforço, transformaram-se em alimento para o grupo de apoio de sua igreja.
O interessante é que na época que tudo ocorreu não havia a tecnologia de ponta que temos hoje mais as cartas passavam meses no mar até chegar aos irmãos ingleses que recebiam como lenha seca para o fogo a qual Deus começara através das informações vinda do campo missionário.
Desejo através deste artigo mostrar as bênçãos e meios que o Senhor nos conceda quando fielmente nos comunicarmos com a igreja enviadora.
1. A arte de comunicar- se por carta
Escrever torna-se um peso quando não se tem conteúdo para mostrar. A Pouca leitura e o mal desenvolvimento desta arte ‘escrever’ causa um transtorno ao canal que liga o missionário a igreja enviadora. Para completar a falta de boa comunicação hoje em dia a frase popular que diz uma imagem vale mais que mil palavras não tem sido suficiente para amenizar os gastos sem retorno por falta da comunicação. Vemos que a Bíblia não respalda tal afirmação pelo contrario toda palavra de Deus e escrita sem nenhuma imagem sendo assim devemos aceitar a escrita como uma fonte segura e ela em si mesmo já se torna um instrumento para a tarefa de comunicar se por carta.
As cartas de Paulo o grande missionário da nova aliança nos mostra isso em suas cartas doutrinarias as igrejas da Ásia menor onde havia trabalhado como missionário e agora tinha por missão escrever fortalecendo, dando seu parecer sobre assuntos diversos e sobre tudo informando sobre o avanço missionário em outras partes do mundo.
Paulo como nosso exemplo missionário sabia descrever situações, explicar seus objetivos e direcionar os irmãos para o alvo de seus empreendimentos missionários. Vale apenas lembra que ele não tinha todos os métodos de desenvolvimento e tecnologia os quais desfrutamos hoje em dia tais como: fax, telefone, internet etc...
Um bom começo para superar as dificuldades que sobrevém sobre o missionário quando o assunto é escrever carta e relatório para a igreja enviadora de inicio, seria ler as cartas de Paulo e refletir sobre a maneira e métodos ali deixados, devido o tempo e a urgência deste artigo não abordaremos tais métodos mais fica a mercê de cada um examinar e tirar as conclusões enriquecedoras desta experiência.
Quando escrevemos nossas cartas de oração devemos nos esforça para sermos claros e dinâmicos a tal ponto que os leitores sinta nossa presença na voz da pessoa que esta lendo. Para o bom comunicador a folha não e somente uma folha mais um alto falante que gritara no ouvido dos amigos de seu ministério trazendo confiança e reforço de oração. Como já descrevi se trata de uma arte, para os que têm dificuldades em escrever e não sabem por onde começar deveriam após a leitura deste artigo reconhecer essa dificuldade e escreve lá para sua agencia enviadora ou igreja local pedindo oração e não ocultando o fato dos mesmo que esperam sua iniciativa na arte de comunicar se por carta. O estado emocional do missionário e os lugares inacessíveis onde ele esta nunca devem serem usados como desculpa para a omissão na comunicação transcultural e local. Não existe um lugar tão difícil e tão rústico quanto a china na época de James O Frase e todavia ele era um excelente comunicador, não que eu queira que todos sejam James O Frase apenas seja o que Deus tem já lhe prometido ser e tudo ira bem. Em seguida deixo algumas dicas que lhe ajudaram nessa tão bela arte que se chama comunicar-se por carta.
I- Tenha sempre um bom dicionário por perto, dependendo da língua e envolvimento que você tenha tido com o campo e o povo a qual esta trabalhando seu vocabulário tende a se misturar com palavras novas e expressões vindo a ter dificuldades para escrever e comunicar se na sua própria língua.
II- Acumule fatos para sua carta e não espere para faze – lá no fim do mês , essa forma de pensar auxiliara o missionário a ter conteúdo em estoque e colhendo e guardando o que o Senhor já tem feito durante o mês. A mais de 6 anos tenho sido levado a pensar que o sucesso de minhas cartas foram graças esse recurso de acumulo de fatos durante o mês em que estou vivendo no campo, sempre quando deixei para escrever em cima da hora saia uma carta rápida medíocre e cheia de repetições que os demais amigos missionários utilizavam para mostrar forçadamente algo para suas igrejas. Fora a procrastinação de sempre esta deixando para o próximo mês e nunca escrevendo para o povo que sedento espera noticias de nosso trabalho a armadilha que o missionário cai se forma pelo pensamento de que tudo esta bem, não tenho nada de novo passando e minha igreja esta enviando o sustento mensalmente então por que escrever¿ mais na verdade esse e o pensamento da falta de coragem e preguiça que o diabo deseja que o missionário caia sempre , Deus nos livre e conceda forca para sempre termos algo em mãos ou melhor na caneta quando formos escrever.
III- Releia suas cartas antes de envia – las – existe momentos em nossa vida que estamos abatidos e triste no campo missionário e facilmente somos levados a escrever cartas onde a angustia e medo formam o esboço e sorriso de nossa carta. Para alguns e apenas um estado emocional talvez saudade ou enfermidade que levam a escreverem de forma melancólica que se estivessem em seu perfeito estado nunca colocariam as palavras da forma que escrita. Por isso vos aconselho a sempre guardar a carta e lê-la para seus companheiros de campo seja sua mulher ou filhos pois assim as idéias falsas que foram colocadas ali seriam limpas pelo bom acompanhamento de outras pessoas que estão vivendo etapas diferentes no choque transcultural ou emocional no campo de trabalho.
2 – Implicações quando se escreve de fora.
Entre vários obstáculos de uma comunicação perfeita com a igreja enviadora esta a Distancia, um oceano separa o missionário dos irmãos que lerão e receberão suas cartas. Nossa vida fora do país enviador ou cidade natal como é o caso dos missionários que estão em treinamento e muito diferente quando colocado numa folha de papel. O cheiro, Suor, sorriso, dor,vento,expressão facial não são e possível sentir se quando o representante de missões ou um irmão ler a carta que acabou de chegar do campo de batalha situado dentro da janela 10.40 ou na vila vizinha de nossa cidade. Por essa razão repito que devemos dar importância comunicação, nunca deixe a distancia ser uma barreira para sua comunicação, quem não e firme na arte de escrever será rapidamente esquecido e cobrado sendo levado a perder seus mantenedores e coolaboradoes de ministério.
E muito comum para os missionários enviar carta através da Mala direta cortando o Contato Pessoal que e de muita importância para os lideres em seu pais e amigos mais chegado. O missionário conhece muita gente ao longo do tempo em que compartilha sua visão e busca recursos para seu projeto logo vem o grande numero de endereços e lista de contato que o deixa desesperado quando chega o fim do mês. O pensamento e esse escrever para todo mundo¿ eu não vou criar uma mala direta e mandar uma carta com copia para os demais, essa idéia e certa mais não funcionará bem com seus amigos e colegas de ministério que sorriem com você e lhe conhecem bem. A carta direcionada particularmente para sua família, igreja e pastor causa um impacto profundo e duradouro a qual o missionário não tem idéia. Quando se escreve uma carta pessoal passamos a sermos mais próximos mesmo com toda distancia.
Mais eficácia do que a geral quem recebe uma carta ou e-mail mais comum que já foi enviado com cópia para umas 200 pessoas se sentirá apenas um a mais de sua lista de mantenedores. Mais quando o missionário senta, planeja, escreve com detalhes citando nomes de familiares se possível do gato ou do cachorro que seu mantenedor possui, isso sim causa um efeito duradouro na comunicação e no relacionamento dos contatos missionários.
Concordo que é difícil escrever para 200 pessoas pessoalmente, mais isso não significa que devemos abandonar os mais chegados os quais divulgam nas congregações, afinal todos temos amigos mais chegados que irmão.
A mala direta ou lista de contatos a qual o missionário envia várias cartas com cópia não uma ferramenta viável quando tratamos com a secretaria de missões ou agencia enviadora. Logo a frente quando falamos dos modelos de correspondência abordaremos este tópico.
Quando existe pouco tempo ou falta de eletricidade na cidade onde o missionário estar vale a pena copiar uma carta e enviar para todos de uma vez só. Agora essa forma de corresponder-se com os mantenedores é um pouco fraca, isto quando se trata de mantenedor pessoal, pois quando a secretaria de missões recebe uma carta sua ela mesmo já divulga para os demais irmãos vindo assim salvar o missionário de uma queda no esquecimento.
3 - Quando não temos resposta o que fazer¿
É muito raro ver um missioanrio satisfeito com o resultado de suas cartas de oração. O que mais causa dor no missioanrio é quando ele se sente ignorado por não haver um retorno em cartas da igreja enviadora. Devido ao transporte das cartas ou erro da internet algumas cartas e e-mails nunca chegam ao destinatário semplismente por que se comunicar de fora exige implicações. Caso você mesmo escrevendo sua carta não obtiver resposta dos irmãos continue firme pois os crentes estão atentos as suas cartas e muitas das vezes a melhor resposta e quando você estiver diante do caixa para retirar seu sustento mensal.
III – Comunicação missionária e Modelos a serem seguidos.
Não e muito difícil receber cartas com o seguinte tom:
Eu estou bem , apesar de mais uma vez esta doente e com divida e tendo que que caminhar o dia todo no sol de 40 graus onde faço evangelismo no bairro ao lado. Deus e fiel e continuem orando por mim.
Esta carta esta boa no tocar ao missionário e os que convivem com ele no campo pois já estão acostumados com a vida missionária. É duro Criticar a carta de colegas de ministério mais pelo tamanho da carta e as contradições somos levados a crer que ele pouco sabe sobre a importância bem passada para a igreja local.
O primeiro modelo de carta seria dinâmico – somente palavras que tocam o coração de quem escreve poderá convencer os leitores da importância do trabalho missionário. As vezes dinamismo e confundido com sensacionalismo e emocionalismo barato a qual foi divulgado pelos primeiros missionários.
Você pode colocar uma foto do trabalho, de uma de uma curiosidade ou necessidade a qual queira que os irmãos estejam orando. Faz parte do dinamismo nas cartas mostrar exemplos e fazer o possível para que os fatos não se distancie muito da realidade vivida pelos leitores.
O segundo aspecto se trata do realismo no exemplo dado acima da carta a qual o individuo disse que estava bem apenas doente, ele foi irreal com a sua colocação frase como esta e outras mais levam cada vez mais os ouvintes para longe; pensando que os missionários estão bem e sem problema e que é um santo totalmente consagrado. Quando na verdade ele esta omitindo a realidade do campo a qual poderia ser uma ferramenta que Deus utilizaria para despertar vários contribuintes.
Uma carta realista saberá anunciar as dificuldades, provações e vitórias as quais Deus tem feito, o missionário passa sendo que ao lermos sua carta o nome do Senhor é totalmente glorificado.
Por não sermos realistas em nossos informativos missionários é que as vezes perdemos sustento vindo a passar provação desnecessária, se desde o inicio houvesse uma comunicação realista.
Logo abaixo para concluir este pequeno artigo deixo modelos de carta que devem ser seguidos.
1- Carta de Agradecimento
Este tipo de correspondência é bem simples e resumido, o missionário expressa o que tem vivido e louva a Deus por tudo que Ele tem feito através da vida de seus mantenedores que oram e contribuem com seu ministério.
A carta de agradecimento como fez Paulo aos Filipenses trouxe bastante alegria ao coração da congregação, o povo só espera que o missionário escreva pedindo e apelando dinheiro para isso e aquilo, quando lêem a carta de obrigado tomam um susto pois serão impactados com a gratidão do missionário enviado. Um dia eu fiz uma carta dessa e no centro do papel coloquei a palavra ‘obrigado’ bem grande mostrando que estava grato por tudo que Deus havia proporcionado através da vida de meus mantenedores.
Qual o período mínimo para envio de cartas ¿
Um período curto de dois em dois meses seria o ideal para o envio de cartas, muita coisa se desenrola durante este tempo que serão dignos de relato. É aconselhável que não venha passar desse prazo pois os mantenedores esqueceriam e da próxima vez você terei que escrever muito devido o acumulo de informação. Caso você queira esta prestando conta com uma agencia ou secretaria de missões de mês em mês não tem problema pelo contrario trará mais agilidade e compreensão para o grupo de assistência ministerial de sua igreja.
2- Carta desafio um outro modelo de carta a qual estou acostumado a receber de nossos amigos do campo são as cartas desafio. A idéia é levantar recursos financeiros seja para um projeto, viagem, casamento, parto, retorno ao país etc.
As cartas desafio na maioria das vezes descrevem situações onde o missionário precisa apelar para os recursos da igreja, não somente pedir uma quantia mais ter sabedoria de como pedir e comunicar sua visão.
Um bom exemplo que vi e dividir o dinheiro em partes onde todos possam dar algo e ninguém fique de fora.
Se for R$ 500,00 poderá dividir assim:
1 pessoa dando R$ 100,00
4 pessoas dando R$ 50,00
20 pessoas com R$ 10,00.
Desta forma todos independente da sua situação financeira poderão contribuir com seu ministério.
Em seguida deixo o corpo de uma carta para que os irmãos tenham uma idéia de como seja.
- cabeçalho: local e data
- introdução: saudações, podendo colocar um texto bíblico ou uma frase missionária.
- desenvolvimento: no centro da carta logo após a introdução pode ser discutido um ponto e assunto que não necessariamente terminariam na carta do mês mais poderia estender-se para o próximo mês e assim vai.
PEDIDO DE ORAÇÃO: é bom terminar a carta com motivos bem definidos de oração. As vezes no próprio desenvolvimento da carta os motivos já são anexados devido a gravidade dos assuntos.
CONCLUSÃO: termino com as palavras que encontrei num livro sobre cuidado pastoral que diz assim:
“A comunicação tem sido descrita como a lubrificação de uma organização se não for usada generosa e regularmente o movimento e as funções se tornam emperradas e desengonçados, ao invés de suaves e livres de problemas.



